Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012


Um Ano cheeinho de coisas boas!
Esqueçamos, por momentos a crise (financeira e, especialmente, de valores) e pensemos em coisas positivas: aquilo que queremos fazer, as pessoas que nos acompanham, o que queremos atingir. E trabalhemos para combater a crise social a que assistimos.

Muita Saúde, Prosperidade e Sucesso!

Com Amizade,
Laura

Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

Evolução

Olá, fiéis companheiros :)

Escrevo-vos para partilhar convosco a boa-nova: consegui bolsa de doutoramento!
Mais tarde, partilho mais detalhes com vocês. Por agora, fica a novidade a pairar no ar como fogo de artifício num dia festivo!

Até já! *

Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

Inversão espacial


Pegou no portátil e na pasta de trabalho rumo a mais um dia de trabalho. A irritação que o trânsito lhe causa e o facto de o rádio lhe devolver músicas e discursos que só apelam a desgostos amorosos e a tristezas diárias, fizeram-na encostar o carro e respirar fundo. Uma vez. De há uns dias para cá sentia-se pressionada. Duas vezes. Tinha a impressão que todos esperavam demasiado dela. Três vezes. Sentia-se presa às obrigações, sem tempo para fazer o que queria. Quatro vezes. Os dias passavam a correr e as noites eram flashes de ideias que teimavam em não dar lugar ao sono. Cinco vezes. Precisava parar ou ainda ficava doente. Seis vezes. Calma, precisava de calma. Sete, oito, nove, dez vezes. Depois de explodir emocionalmente e de se acalmar, fez inversão de marcha e voltou para trás, de regresso a casa.
Trocou a roupa, fechou o escritório à chave para não ter um impetuoso peso na consciência, preparou uma bebida fresca e pegou num livro. Abriu a porta do jardim e contemplou-o como não o fazia há muito tempo. Colocou a sua rede de descanso e deitou-se. Ali ficou, embrenhada numa história de ficção, contemplada pelo silêncio e pela tranquilidade de, naquele dia, não ver ninguém e não aturar a agitação rotineira.
Ali ficou, como se não houvesse mais nada a fazer. Até o corpo e a mente dizerem que já estavam recuperados.

Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

Paz...


O que vem depois da vida? Não sei.
O que vem antes da vida? Não sei.
O que existe entre vidas? Não sei.

A minha ignorância no assunto é a sabedoria de outros. Gostava de poder ter frases bonitas e de consolo quando uma pessoa, querida de alguém, parte. Gostava de poder ter uma fórmula mágica que minimizasse a dor da partida. Ou de conseguir ter uma crença tão inabalável como quando assistimos a cerimónias fúnebres diferentes, onde as pessoas cantam e dançam em memória dos que se transformaram, e não há dores agonizantes ou choros reprimidos.
A morte, passagem ou transformação - tenha ela o nome que tiver - é triste, para mim. É triste pela significação que lhe dou. Se tivesse crescido entre budistas, não teria esta concepção triste da morte.

A vida é um mistério insondável. Seremos pretensiosos se acharmos que conhecemos as respostas às questões que tantas vezes nos colocamos, nos momentos de reflexão e seriedade.

Paz de espírito a todos os que recentemente perderam alguém querido...

Terça-feira, 26 de Julho de 2011

Parar é...

Há quem diga que parar é morrer. Eu prefiro pensar que, de vez em quanto, é obrigatório.
Acho que consegui, finalmente, voltar a tempo tempo para este blogue que tem andado solitário.
Obrigada aos amigos da blogosfera que se mantiveram fiéis e até me escreveram emails, alguns dos quais nem obtiveram resposta (shame on me). Espero que se encontrem todos bem!

Estou entusiasmada por regressar. Fez-me falta!

Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Bom Ano!


Que 2011 vos traga o melhor que a vida possa oferecer!

Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

A todos...


... Um Bom Natal! ;)

Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

Histórias


Os trovões ecoavam. Os objectos estremeciam. O sono era adiado.
Foi então que ela se levantou de mansinho, e levou um livro na mão. Entrou no quarto e perguntou numa voz quase sumida:
- Contas-me uma história?
O brilho dos seus olhos não o permitiram negar. Chamou-a para cima da cama, acolheu-a no quentinho dos cobertores e disse-lhe:
- Qual é que queres ouvir hoje?
- Uma história de princesas.
Encostou-se ao peito dele e deixou-se ficar.
Ele não tinha chegado ao fim da primeira página e já ela tinha adormecido. O rosto era delicado e sereno.
No conforto do colo do pai, esqueceu-se dos trovões lá fora. Sem esperar muito, começou logo a sonhar com princesas.

Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Variações

Depois do meu último post que foi algo agressivo, aqui estou de novo. Pronta a escrever algumas linhas com os meus recentes estados de humor. Como poderá ser constatado, sou uma pessoa deveras coerente.

1. Passei da raiva (que sentia no último post) à revolta.
2. Ultrapassei a revolta para dar lugar à serenidade idílica (férias).
3. Das férias, veio a ansiedade. E como a ansiedade nunca vem só, a impaciência e o desespero também a acompanharam (não, não há aqui sinónimos!).
4. Seguiu-se a exasperação (quando sentimos que as nossas expectativas são prontas a serem varridas para debaixo do tapete sem que possamos impedir).
5. Da exasperação veio o tédio, sempre acompanhado pela incerteza quanto ao futuro próximo.
6. Surgiu, de rompante, a esperança, capaz de me voltar a fazer acreditar e de me encher de sonhos tolos.
7. Finalmente, e é assim que me sinto hoje, veio a confiança e com ela a serenidade de um novo começo, já com alguns objectivos acertados.

Mas até quando?

[No meio destas experiências emocionais, muitas bolachas com chocolate.]

Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

Scream!


Às vezes só me apetece GRITAR!
Odeio-vos, gente mesquinha e incompetente. Ide para longe de mim!
Porque é que as pessoas conseguem ser tão irritantes e aborrecidas?
Ainda bem que há o oposto destas.

Domingo, 13 de Junho de 2010

A espera


A brisa entra sorrateira pela janela semi-aberta.
O corpo permanece inerte em cima da cama. De olhos fechados sente a brisa tocar-lhe, envolvendo-a ternamente.
Os olhos estão fechados, como se assim ajudasse a sentir melhor aquilo que a rodeia. Sentir-se melhor.
A respiração é profunda.
O coração bate. Sente-o pulsar dentro do peito, como um tambor agitado.
Deixa-se estar assim. No aqui e no agora. À espera que ele volte para junto de si, para voltarem a viver um novo "aqui e agora".

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

La vie...

... en rose...
... ou talvez não!

Ou há-de ser oito ou oitenta.
Estou numa de extremos: calma ou stressada. Descontraída ou preocupada. Estável ou literalmente a dar o fanico!

Arritmias, irritações, pouca capacidade de discernimento.
Por outro lado: gargalhadas, tranquilidade, total segurança.

O dia tem 24 horas e eu consigo ter 24 mil estados de humor diferentes!!!

HELP!!!

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Estará o nosso planeta a gritar-nos?

Em apenas dois meses, entraram notícias horrendas pelas nossas casas. Sismos, tempestades, tsunamis. Destruição total. Perdas inestimáveis.
Emociono-me só de pensar que, neste preciso momento, em que escrevo estas palavras desprovidas de magia, alguém não tem onde dormir [alguém não consegue sequer dormir]. Alguém perdeu quem amava. Alguém perdeu tudo o que alcançou com muito trabalho e dedicação. A perda, por si só, já é arrasadora. Imagino o quão destruidora é, quando lhe damos significado, quando por detrás dela se encontram inúmeros sacrifícios.

Tenho-me mantido em silêncio a ouvir outros dizerem que o inverno é assim mesmo, rigoroso. Não sei se é por ignorância que o dizem. A verdade é que fico, muitas vezes, a olhar para a televisão, completamente petrificada com as barbaridades que nos fazem ecoar nos ouvidos.

Sinto-me pequenina no meio de todos estes acontecimentos. Se o mundo acabasse amanhã, não sei o que faria para impedi-lo. Mas sei que para adiar esse fim, sou capaz de tudo. A começar por proteger o nosso planeta. Coisa que em pleno século XXI nem os nossos políticos o fazem. Esses preferem-nos na ignorância. Se não formos nós a pesquisar por nós próprios, não passamos de marionetas.
Depois de tanta tinta corrida, a única questão que coloco é: estaremos nós preparados para uma catástrofe?

A resposta é não.

Estará o nosso planeta a advertir-nos? A gritar-nos?

Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Bom Ano!


Boas entradas em 2010!
Que seja um ano repleto de magia, paz, saúde e oportunidades de sucesso e realizações pessoais!

A todos vocês, um beijinho especial e votos de um FELIZ ANO! :) ****

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

De loucos

Há dias em que mais valia não levantar da cama. Parece que o universo resolveu tirar o dia para nos fazer a vida negra, seja qual for a decisão que tomemos.
Comecemos pela decisão de dormir. Queremos dormir, não é? Ainda é cedo, não há tarefas urgentes a fazer por isso podemos deleitar-nos mais uma boa meia hora na cama. Pois há alguém (geralmente vizinhos) que não são da mesma opinião que nós, e vamos lá fazer barulho como se não houvesse amanhã! Mando um berro surdo e penso em impropérios para alivar a tensão, como se isso fosse realmente um tónico refrescante.
Decido depois ir ver os horários de mestrado. E quando olho para ele afixado, dá-me uma tontura. Terei visto bem? Vão ser dias de levantar de madrugada, passar o dia na universidade até às oito da noite, comer e cama. Com um horário assim, nem há tempo para trabalhar! [Sim, há quem se regozije em não trabalhar... eu cá nem vou ter tempo!].
Seguiu-se o almoço. Sabem aquela sensação que temos antes de chegar a casa, que nos faz imaginar uma carninha suculenta ou um esparguete à bolonhesa e de repente aparece-vos peixe cozido? É de sentir o estômago cair ao chão e perder o apetite. O peixe é essencial à saúde, o peixe faz bem, o peixe tem zinco, o peixe é delicioso. Pois sim... se alguém me disser que o peixe cozido é delicioso, mando-lhe com um rolo da massa pela cabeça abaixo! Isto é o que dá quando não somos nós a cozinhar... temos de comer e calar, como diriam os meus predecessores.
Como se não bastasse saciar a fome com um peixinho brilhante e seco, eis que, por um acto transcendental, o copo me escorrega da mão e verte o ice tea todo em cima da minha t-shirt pink! Podia ser pior, não é? Podia molhar as calças, deixar cair o copo e parti-lo, sei lá...
Banho tomado, sento-me ao computador. Decido que não é um bom dia para voltar a sair de casa. Minutos mais tarde, dois envelopes olham fixamente para mim, tão fixamente que sinto o lado direito da face a ferver. Olho para eles e sinto uma pontada. Devias-nos deixar nos correios hoje. Não, respondo, hoje não é um bom dia. Como se não bastasse ter correspondência a falar para mim, sinto a lista de compras a pairar à frente dos meus olhos. Vocês podem esperar, hoje ainda me remedeio. Mas acham que adianta falar com coisas teimosas? Não, pura perda de tempo. Irritada, levanto-me da cadeira, pego na carteira e saio porta fora. Desço as escadas, entro no carro, ponho o carro a trabalhar, dou meia volta e olho para o assento do passageiro: vejo tudo, menos os envelopes! Toca a voltar atrás!
Finalmente, deixei-os nos correios (por um triz!), fui ao hipermercado (já que tinha saído, ia fazer tudo o que devia fazer) e resolvi gastar um euro e meio a lavar o carro com toda a pompa.
Cheguei a casa e começou a chover. Amanhã vai acordar com uma camada de pó dos pinheiros, fazendo toda a gente crer que já não é lavado há mais de uma semana!
Dia de loucos. Não saio mais hoje, nem que seja o Papa a falar comigo, telepaticamente!

Sábado, 1 de Agosto de 2009

Férias


Quando me ausento durante algum tempo, é porque ele escassa e acaba por não chegar para tudo. No entanto, não é a escassez de tempo a razão desta ausência. Desta vez, o motivo prende-se com as férias! Agora tenho tempo de sobra, mas para fazer coisas que habitualmente não faria, por isso o blog volta a ficar para segundo plano.
Já desisti de prometer que regresso com mais afinco e mais assiduidade. Os amigos da blogosfera já sabem que as minhas vontades são como o vento: brisas suaves que rapidamente se tornam em ventos fortes para depois voltarem a abrandar.
Volto conforme a disponibilidade e a vontade. Regresso quando sinto saudades daqui e de vocês.

Agora é tempo de aproveitar as férias, que passam num abrir e fechar de olhos. É tempo de comer gelados e guloseimas, de apanhar sol (onde tem ele andado?) e de fazer tudo o que apetece. Porque nesta altura não há restrições. Há que aproveitar e pronto :)

Se vocês estiverem de férias, que tenham umas excelentes!

Domingo, 12 de Julho de 2009

Loja Online (off-topic)

A minha loja em artesanum

(Clique na imagem para visitar a loja)

Vocês já conhecem a minha história. Entre o abandono do curso de Português-Francês e o reingresso no Ensino Superior em Psicologia, muita coisa fiz para descobrir o que realmente gostava e não gostava de fazer. Entre uma mão cheia de funções e actividades que desempenhei, houve uma que se tornou um hobbie e também uma grande surpresa (e que resistiu ao tempo): a criação de peças artesanais. Não se trata apenas de bijuteria - tratam-se de verdadeiras jóias, peças trabalhadas em vidro por artistas excepcionais (os meus preferidos são de Itália e América). Já lá vão quatro anos, desde então... A expansão do projecto passou pela criação dos blogs que vocês conhecem (o Faz de Conta Bijus, com dois anos de existência, e o Caixa de Ideias, com um ano de existência).

Recentemente, houve a necessidade de voltar a expandir, e num projecto ainda em iniciação e experiência, foi criada uma loja online única, com os produtos que se encontram disponíveis. Não substitui a visita aos blogs, mas ajuda às pessoas com menos tempo e paciência, a encontrarem justamente aquilo que querem. Nesse sentido surgiu a loja Faz de Conta & Caixa de Ideias, na Artesanum.

Independentemente do modelo que preferirem - blogs ou loja - não deixem de nos visitarem e se deliciarem com os artigos. Que tenham tanto prazer em usá-los, como eu tenho a criá-los.

Laura.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Michael Jackson

Hoje não coloco imagem. Toda a gente sabe a quem pertence este nome.
Não sou de fazer homenagens. Mais depressa falaria da morte, dessa entidade absoluta e avassaladora, do que faria uma homenagem a alguém. No entanto, não posso deixar de escrever estas palavras e de demonstrar que o mundo perdeu alguém que eu admirava por várias razões. O meu mundo perdeu-o.
Ficam as recordações das músicas que eu cantarolava dia após dia, das vezes que fui apanhada em frente ao espelho a esboçar alguns passos inspirados no meu ídolo, dos recortes de revistas, dos posters colados nos cadernos diários, dos autocolantes nas mochilas, na cassete que ouvia vezes sem conta e nos sons quase guturais que pretendia imitar e fazia rir os amigos.
Graças ao Michael Jackson tenho estas maravilhosas recordações.

Só por isso, irá ficar no meu coração.

Sábado, 20 de Junho de 2009

Neblina


Levantou-se e abraçou o vazio característico das madrugadas sombrias. Vestiu o seu casaco e saiu para o frio matutino. O ar gélido, o orvalho e a neblina misturavam-se. Invadiram-lhe rosto e alma.
A densidade do ar não lhe permitia ver um palmo de terra à frente. Ainda assim, destemido, avançou.

Do outro lado poderia haver sol...

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Um mês (e tal) depois...

... eis-me. Com uma valente dor de cabeça. Rodeada de livros. Com o computador à frente. Olhos trocados, quase a fecharem de tanto sono e preguiça. Uma chávena de leite com chocolate esquecida. Canetas de mil cores a sublinhar frases de outros. Um papel de um Kit Kat devorado recentemente. Fones nos ouvidos.
Dois calhamaços sobre psicopatias. Marcadores de páginas. Apresentações orais para fazer.
Nesta ausência, participei no meu primeiro seminário enquanto palestrante. Foi uma experiência fantástica. Adoro expor teorias e investigações em público: sobretudo se forem feitas por mim!
Meus caros, ainda hão-de ouvir falar (muito) de mim! :)

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Vinte e... :)



Já são muitos. Já quase lhes perdi a conta. Sinto que estacionei aos 22 e que de lá não passei. Sinto-me como se já tivesse vivido muito mas como se não crescesse, como se as minhas memórias e recordações longínquas tivessem ocorrido há poucos meses atrás.
É a olhar para os outros que me sinto (e sei) envelhecer. As pessoas mentem quando dizem que não têm medo de envelhecer. Claro que têm. Eu tenho. Tenho medo de deixar a minha juventude para trás e de me olhar ao espelho e pensar que tudo na vida é efémero. Não é perder a beleza que me assusta. É não fazer tudo aquilo que quero fazer.

Num sopro vou apagar as velas imaginárias. Ninguém precisa saber quantas são, não é verdade? ;)

Hoje não me vou chatear. Vou aproveitar o dia e receber cada miminho de coração aberto. Antes não ligava a isso, agora não quero outra coisas senão ser mimada. Dizem que começa a ser assim à medida que se envelhece... :)

Parabéns a mim.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Boa Páscoa!


Uma semana de férias e já quase a acabar. Que miséria... Só por causa disso, vou encher-me de amêndoas de todas as qualidades, cores e feitios e comer folar com manteiga a acompanhar uma bela caneca de chá, café ou leite! Isto para ter energias na próxima semana e recomeçar o ritmo frenético dos últimos tempos.
Não ofereço a ninguém! É tudo meu! ;p
Boa Páscoa! ***

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Estátuas



Sinto que, ao olhar para trás, as pessoas não conseguem ver tão bem quanto eu as acções que fiz, as palavras que disse, os gestos que tive para com elas, nos mais diversos contextos. Sinto que, nos dias que correm, há um egocentrismo tal que só se vê aquilo que interessa ver, que o resto - além de desinteressante - é inútil. Sinto que não vou conseguir perdoar-lhes e que, apesar de não desejar mal a ninguém, anseio para que a vida lhes ensine algo que possam aplicar nas suas vidinhas levianas e promíscuas. Talvez quando aprenderem as mesmas lições que eu, lhes perdoe. Deverá ser a idade um mero factor desculpabilizante, por si só?

Quando voltar a olhar para trás, além dos sorrisos - uns abertos, outros semi-abertos - vou ver estátuas: figuras imóveis que ficaram lá atrás e que não me vão fazer falta nenhuma; apenas adornarão as minhas recordações.

Sinto que... amanhã é outro dia.

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Carnaval



Pierrot.
Quando me perguntaram de que me queria vestir naquele carnaval, surpreendi ao dizer: «Quero ir de Pierrot!». Quando me perguntaram porquê, não soube responder. Tinha olhado apenas para um quadro que tinha no meu quarto. A suavidade das cores pastel, contrastavan com a tristeza do Pierrot. Havia ali algo de mágico, de cativante.
Um rosto branco com a famosa lágrima pintada. Gola aos folhos, vestuário branco. Sapatos e toca pretos. Não via qual a surpresa dos adultos. Era algo simples de fazer. Já tinha as serpentinas e as bolas de sabão. As pinturas tinha-as guardadas na caixa dos tesouros e a roupa a mãe, habilidosa, fazia-ma, com certeza, sem dificuldade alguma.
Mas a simplicidade de pensamento das crianças nunca é reconhecida. E lembro-me perfeitamente de me darem uma série de argumentos para não ir à Pierrot. O mais ilustrativo foi:
- Como é que tu, que gostas tanto da animação do Carnaval, queres vestir-te de uma coisa tão triste?
Convenceram-me.
Hoje, já conhecendo a origem do Pierrot e ainda me sentindo fascinada por essa personagem, ninguém me convenceria a não vestir-me como ele, nesta altura que já não me provoca nada, além de uma pontinha de nostalgia da infância que ficou lá para trás.

Para quem gosta: bom Carnaval!

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

4º aniversário


Faz hoje quatro anos que criei este blog :)

[E como hoje também se celebra o Dia dos Namorados, votos de um bom dia para todos.]

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Descobertas

Houve fases em que me senti perdida a nível vocacional. Aquela certeza de que poderia escolher qualquer área de estudo que seria bem sucedida, impedia-me de pensar, com discernimento, sobre aquilo que gostava mesmo (ou não) de fazer.
Quando olho para trás, não consigo deixar de pensar que perdi três anos da minha vida num curso que não me deu muito além de desilusão, e mais dois anos posteriores a fazer coisas totalmente diferentes para descobrir, finalmente, do que gostava de experimentar e exercer enquanto profissão. Por outro lado sinto que, se não tivesse passado por tudo isto, a esta altura estaria desempregada ou a recorrer a centros de explicação para garantir um ordenado miserável, exercendo tudo menos a docência propriamente dita, como eu imaginava...
Ao fim destes quase três anos em Psicologia experimental, sinto-me renovada e esperançada em relação ao futuro. Conheço muitos psicólogos desempregados, conheço a realidade do país, mas continuo convicta de que vou conseguir fazer o que gosto. E fazer o que gosto passa pela psicologia forense, pela investigação, pelo contributo à ciência. Se não tivesse passado por tudo o que passei estes anos, não teria conhecido os profissionais fantásticos que conheço, nem teria tido a oportunidade de trabalhar num laboratório de psicologia. Quando penso nisto, não posso deixar de me sentir uma privilegiada.
Demorei a descobrir, mas descobri que uma das minhas vocações é compatível com a minha maneira de ser e estar na vida, com a minha ambição de absorver tudo o que diga respeito ao ser humano (e, meu deus, quanta coisa tenho vindo a aprender!) e com a felicidade de fazer aquilo que realmente gosto. Ainda tenho um longo caminho a percorrer até chegar obter a minha especialização. Mas depois disso, sinto que vou ter o mundo aberto para me receber...

Estarei a sonhar?

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Ai...


... nunca pensei que o Paraíso tivesse tanto pó!

Andei a fazer visitar todos os cantinhos que tinha nos meus links e, sem muita surpresa, verifiquei que grande parte deles já não existem ou simplesmente estão inactivos.

Visitei todos sem excepção, mas não comentei em todos. Em breve, a minha presença será mais regular :) Não é que agora, de um momento para o outro, tenha conseguido arranjar tempo. Mas consegui uma fórmula mágica (não, não a partilho!) para haver tempo para tudo, incluindo estas partilhas de vivências.

Confesso: já tinha saudades vossas e de vos visitar. Estes últimos dois anos passei-os sem grandes textos e sem dar (muitas) notícias. Muita coisa se passou, como é natural :)

Resolvi renovar o Paraíso. Ao invés de ser um blog só de textos adornados da minha realidade, vai passar a ser também o meu espaço de reflexões e estados de humor crus. Claro que os meus textinhos terão lugar mas agora não vão estar sós.

Obrigada por ainda se lembrarem da Laura, a eterna Cakau deste mundo blogosférico!
Beijinhos a todos!

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Regresso


Sim: aleluia! Quem é vivo sempre aparece, não é verdade?
Tomei a decisão de voltar a dar vida e cor ao meu Um Paraíso no Inferno.

Depois do pó limpo e da aparência renovada, é caso para dizer: sinto-me nascido a cada momento, para a eterna novidade do mundo (Alberto Caeiro).

Estou pronta para regressar.

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Bola de Cristal


Tenho uma bola de cristal mas falta-me a aptidão de saber lê-la para lá do compreensível. Não sabendo, portanto, o que este ano nos reserva a todos, fico-me pelos votos sinceros de que sejam doze meses repletos de concretizações pessoais, saúde e boa-disposição.

Bom Ano, caros amigos!

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Acreditar sem viver

Sentou-se à mesa e acendeu um cigarro. Aspirou o fumo e expeliu-o com a experiência de quem fuma há muitos anos. Repetiu os mesmos gestos algumas vezes até se sentir relaxado.
Depois de uns minutos neste silêncio absoluto, pegou num copo de vinho, olhou pela janela e disse para si próprio:
- Ter um sonho especial e não vivê-lo é desonesto.
Ingeriu o vinho num só trago e ficou a pensar no que podia fazer para tornar o seu sonho realidade...
[A maior parte das vezes desculpamo-nos com o facto de não termos os instrumentos necessários para a realização dos nossos sonhos. Eu cá, acho que nos falta é a coragem...]

Sábado, 18 de Outubro de 2008

Ainda não é...

Ainda não é inverno. Ainda não faz aquele frio de rachar em que só apetece estar junto da lareira a aquecer os pés, as mãos, o corpo e a alma. Ainda não há a associação Inverno-Natal porque os dias ainda não são o prolongamento da noite e as pessoas não andam de sorriso na cara, independentemente do estado em que vai o país, a crise, a vida...
Ainda não vestimos cachecóis e luvas, nem meias de lã, nem usamos lençóis de flanela e pijamas polares. Ainda não precisamos de ligar o aquecedor para evitar que as nossas extermidades partam ou se imobilizem com o gelo.
Ainda não neva. Ainda não se vê as estradas brancas ou o orvalho gélido e cortante das manhãs. Ainda não se bebem chocolates quentes ou chás de especiarias. Ainda não nos enrolamos em cobertores, sentados no sofá a ver televisão ou a ler um livro.
Ainda não é inverno.
Mas quase que me apetece que seja...

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Off topic

Não sei se é por causa do Alho, se é pelo politicamente (in)correcto... A verdade é que acho este blog genial, pela capacidade crítica, pela ironia e pontinha de sarcasmo, pelas muitas verdades da nossa sociedade, pela inteligência, desembaraço e diversidade de assuntos.
São muitas as razões para visitá-lo. Vale a pena passar pelo Alho Politicamente correcto.


Porque os Alhos andam aí... e para ficar!

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Searas

Há dias recebi um email de uma senhora que acompanha o Paraíso no Inferno desde o início (já lá vão três anos e pico). Dizia a senhora que mesmo com as poucas actualizações que vou fazendo, continua a vir cá. Lamenta o facto de não ter arquivos para reler os textos anteriores. Depois de lhe ter explicado o porquê, compreendeu e sugeriu, pelo menos, aumentar o nº de textos visíveis na primeira página.

Depois de ler o simpático email e de pensar sobre o assunto, resolvi seguir a sua sugestão. E dei-me ao trabalho de ir ver as visitas que o Paraíso tem tido. Há alguns resistentes que continuam a vir a este espaço e aos quais agradeço do fundo do coração :)

Enquanto preparo uma nova história, despeço-me com este pensamento de Camilo Castelo Branco:

"Os dias prósperos não vêm por acaso. São granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento."

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Procura

- As pessoas procuram o bem-estar, a felicidade, a satisfação e o contentamento em fontes exteriores. Compram um carro, compram uma casa de férias, compram a felicidade, mas ainda assim sentem-se infelizes...
- Estás a falar de ti próprio? - Perguntou o velho, adivinhando os dilemas do jovem.
- Sim, quer dizer... não conheço ninguém diferente. Não sei como não consigo estar bem, com todas as coisas que adquiri.
O velho suspirou, olhou para o céu, remexeu-se no banco de jardim e depois de uma pausa, disse:
- É preciso sentires-te bem contigo e saberes que estás a fazer as coisas que gostas e o que é certo, para que sintas prazer em tudo o que consegues conquistar. Se não conseguirmos encontrar contentamento em nós próprios, é inútil procurá-lo noutro lado. - concluiu.

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Finalmente!


Entre os aleluias de ter acabado mais um ano da licenciatura, aproveito para vir aqui (tenho de fazer uma limpeza às teias de aranha) e dizer que ainda estou viva.
Em breve, um novo ritmo para o Paraíso!