Um Paraíso No Inferno
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Um Ano cheeinho de coisas boas!
Esqueçamos, por momentos a crise (financeira e, especialmente, de valores) e pensemos em coisas positivas: aquilo que queremos fazer, as pessoas que nos acompanham, o que queremos atingir. E trabalhemos para combater a crise social a que assistimos.
Muita Saúde, Prosperidade e Sucesso!
Com Amizade,
Laura
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
Evolução
Escrevo-vos para partilhar convosco a boa-nova: consegui bolsa de doutoramento!
Mais tarde, partilho mais detalhes com vocês. Por agora, fica a novidade a pairar no ar como fogo de artifício num dia festivo!
Até já! *
Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
Inversão espacial
Pegou no portátil e na pasta de trabalho rumo a mais um dia de trabalho. A irritação que o trânsito lhe causa e o facto de o rádio lhe devolver músicas e discursos que só apelam a desgostos amorosos e a tristezas diárias, fizeram-na encostar o carro e respirar fundo. Uma vez. De há uns dias para cá sentia-se pressionada. Duas vezes. Tinha a impressão que todos esperavam demasiado dela. Três vezes. Sentia-se presa às obrigações, sem tempo para fazer o que queria. Quatro vezes. Os dias passavam a correr e as noites eram flashes de ideias que teimavam em não dar lugar ao sono. Cinco vezes. Precisava parar ou ainda ficava doente. Seis vezes. Calma, precisava de calma. Sete, oito, nove, dez vezes. Depois de explodir emocionalmente e de se acalmar, fez inversão de marcha e voltou para trás, de regresso a casa.
Trocou a roupa, fechou o escritório à chave para não ter um impetuoso peso na consciência, preparou uma bebida fresca e pegou num livro. Abriu a porta do jardim e contemplou-o como não o fazia há muito tempo. Colocou a sua rede de descanso e deitou-se. Ali ficou, embrenhada numa história de ficção, contemplada pelo silêncio e pela tranquilidade de, naquele dia, não ver ninguém e não aturar a agitação rotineira.
Ali ficou, como se não houvesse mais nada a fazer. Até o corpo e a mente dizerem que já estavam recuperados.
Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Paz...
A minha ignorância no assunto é a sabedoria de outros. Gostava de poder ter frases bonitas e de consolo quando uma pessoa, querida de alguém, parte. Gostava de poder ter uma fórmula mágica que minimizasse a dor da partida. Ou de conseguir ter uma crença tão inabalável como quando assistimos a cerimónias fúnebres diferentes, onde as pessoas cantam e dançam em memória dos que se transformaram, e não há dores agonizantes ou choros reprimidos.
A morte, passagem ou transformação - tenha ela o nome que tiver - é triste, para mim. É triste pela significação que lhe dou. Se tivesse crescido entre budistas, não teria esta concepção triste da morte.
A vida é um mistério insondável. Seremos pretensiosos se acharmos que conhecemos as respostas às questões que tantas vezes nos colocamos, nos momentos de reflexão e seriedade.
Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Parar é...

Acho que consegui, finalmente, voltar a tempo tempo para este blogue que tem andado solitário.
Obrigada aos amigos da blogosfera que se mantiveram fiéis e até me escreveram emails, alguns dos quais nem obtiveram resposta (shame on me). Espero que se encontrem todos bem!
Estou entusiasmada por regressar. Fez-me falta!
Domingo, 2 de Janeiro de 2011
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Histórias

Os trovões ecoavam. Os objectos estremeciam. O sono era adiado.
Foi então que ela se levantou de mansinho, e levou um livro na mão. Entrou no quarto e perguntou numa voz quase sumida:
- Contas-me uma história?
O brilho dos seus olhos não o permitiram negar. Chamou-a para cima da cama, acolheu-a no quentinho dos cobertores e disse-lhe:
- Qual é que queres ouvir hoje?
- Uma história de princesas.
Encostou-se ao peito dele e deixou-se ficar.
Ele não tinha chegado ao fim da primeira página e já ela tinha adormecido. O rosto era delicado e sereno.
No conforto do colo do pai, esqueceu-se dos trovões lá fora. Sem esperar muito, começou logo a sonhar com princesas.
Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010
Variações
1. Passei da raiva (que sentia no último post) à revolta.
2. Ultrapassei a revolta para dar lugar à serenidade idílica (férias).
3. Das férias, veio a ansiedade. E como a ansiedade nunca vem só, a impaciência e o desespero também a acompanharam (não, não há aqui sinónimos!).
4. Seguiu-se a exasperação (quando sentimos que as nossas expectativas são prontas a serem varridas para debaixo do tapete sem que possamos impedir).
5. Da exasperação veio o tédio, sempre acompanhado pela incerteza quanto ao futuro próximo.
6. Surgiu, de rompante, a esperança, capaz de me voltar a fazer acreditar e de me encher de sonhos tolos.
7. Finalmente, e é assim que me sinto hoje, veio a confiança e com ela a serenidade de um novo começo, já com alguns objectivos acertados.
Mas até quando?
[No meio destas experiências emocionais, muitas bolachas com chocolate.]
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
Scream!

Domingo, 13 de Junho de 2010
A espera

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
La vie...
... ou talvez não!
Ou há-de ser oito ou oitenta.
Estou numa de extremos: calma ou stressada. Descontraída ou preocupada. Estável ou literalmente a dar o fanico!
Arritmias, irritações, pouca capacidade de discernimento.
Por outro lado: gargalhadas, tranquilidade, total segurança.
O dia tem 24 horas e eu consigo ter 24 mil estados de humor diferentes!!!
HELP!!!
Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
Estará o nosso planeta a gritar-nos?
Emociono-me só de pensar que, neste preciso momento, em que escrevo estas palavras desprovidas de magia, alguém não tem onde dormir [alguém não consegue sequer dormir]. Alguém perdeu quem amava. Alguém perdeu tudo o que alcançou com muito trabalho e dedicação. A perda, por si só, já é arrasadora. Imagino o quão destruidora é, quando lhe damos significado, quando por detrás dela se encontram inúmeros sacrifícios.
Tenho-me mantido em silêncio a ouvir outros dizerem que o inverno é assim mesmo, rigoroso. Não sei se é por ignorância que o dizem. A verdade é que fico, muitas vezes, a olhar para a televisão, completamente petrificada com as barbaridades que nos fazem ecoar nos ouvidos.
Sinto-me pequenina no meio de todos estes acontecimentos. Se o mundo acabasse amanhã, não sei o que faria para impedi-lo. Mas sei que para adiar esse fim, sou capaz de tudo. A começar por proteger o nosso planeta. Coisa que em pleno século XXI nem os nossos políticos o fazem. Esses preferem-nos na ignorância. Se não formos nós a pesquisar por nós próprios, não passamos de marionetas.
Depois de tanta tinta corrida, a única questão que coloco é: estaremos nós preparados para uma catástrofe?
A resposta é não.
Estará o nosso planeta a advertir-nos? A gritar-nos?
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Bom Ano!

Boas entradas em 2010!
Que seja um ano repleto de magia, paz, saúde e oportunidades de sucesso e realizações pessoais!
A todos vocês, um beijinho especial e votos de um FELIZ ANO! :) ****
Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
De loucos
Comecemos pela decisão de dormir. Queremos dormir, não é? Ainda é cedo, não há tarefas urgentes a fazer por isso podemos deleitar-nos mais uma boa meia hora na cama. Pois há alguém (geralmente vizinhos) que não são da mesma opinião que nós, e vamos lá fazer barulho como se não houvesse amanhã! Mando um berro surdo e penso em impropérios para alivar a tensão, como se isso fosse realmente um tónico refrescante.
Sábado, 1 de Agosto de 2009
Férias

Domingo, 12 de Julho de 2009
Loja Online (off-topic)
(Clique na imagem para visitar a loja)
Vocês já conhecem a minha história. Entre o abandono do curso de Português-Francês e o reingresso no Ensino Superior em Psicologia, muita coisa fiz para descobrir o que realmente gostava e não gostava de fazer. Entre uma mão cheia de funções e actividades que desempenhei, houve uma que se tornou um hobbie e também uma grande surpresa (e que resistiu ao tempo): a criação de peças artesanais. Não se trata apenas de bijuteria - tratam-se de verdadeiras jóias, peças trabalhadas em vidro por artistas excepcionais (os meus preferidos são de Itália e América). Já lá vão quatro anos, desde então... A expansão do projecto passou pela criação dos blogs que vocês conhecem (o Faz de Conta Bijus, com dois anos de existência, e o Caixa de Ideias, com um ano de existência).
Recentemente, houve a necessidade de voltar a expandir, e num projecto ainda em iniciação e experiência, foi criada uma loja online única, com os produtos que se encontram disponíveis. Não substitui a visita aos blogs, mas ajuda às pessoas com menos tempo e paciência, a encontrarem justamente aquilo que querem. Nesse sentido surgiu a loja Faz de Conta & Caixa de Ideias, na Artesanum.
Independentemente do modelo que preferirem - blogs ou loja - não deixem de nos visitarem e se deliciarem com os artigos. Que tenham tanto prazer em usá-los, como eu tenho a criá-los.
Laura.
Sábado, 27 de Junho de 2009
Michael Jackson
Sábado, 20 de Junho de 2009
Neblina

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Um mês (e tal) depois...
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Vinte e... :)

Já são muitos. Já quase lhes perdi a conta. Sinto que estacionei aos 22 e que de lá não passei. Sinto-me como se já tivesse vivido muito mas como se não crescesse, como se as minhas memórias e recordações longínquas tivessem ocorrido há poucos meses atrás.
É a olhar para os outros que me sinto (e sei) envelhecer. As pessoas mentem quando dizem que não têm medo de envelhecer. Claro que têm. Eu tenho. Tenho medo de deixar a minha juventude para trás e de me olhar ao espelho e pensar que tudo na vida é efémero. Não é perder a beleza que me assusta. É não fazer tudo aquilo que quero fazer.
Num sopro vou apagar as velas imaginárias. Ninguém precisa saber quantas são, não é verdade? ;)
Hoje não me vou chatear. Vou aproveitar o dia e receber cada miminho de coração aberto. Antes não ligava a isso, agora não quero outra coisas senão ser mimada. Dizem que começa a ser assim à medida que se envelhece... :)
Parabéns a mim.
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Boa Páscoa!

Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Estátuas
Sinto que, ao olhar para trás, as pessoas não conseguem ver tão bem quanto eu as acções que fiz, as palavras que disse, os gestos que tive para com elas, nos mais diversos contextos. Sinto que, nos dias que correm, há um egocentrismo tal que só se vê aquilo que interessa ver, que o resto - além de desinteressante - é inútil. Sinto que não vou conseguir perdoar-lhes e que, apesar de não desejar mal a ninguém, anseio para que a vida lhes ensine algo que possam aplicar nas suas vidinhas levianas e promíscuas. Talvez quando aprenderem as mesmas lições que eu, lhes perdoe. Deverá ser a idade um mero factor desculpabilizante, por si só?
Quando voltar a olhar para trás, além dos sorrisos - uns abertos, outros semi-abertos - vou ver estátuas: figuras imóveis que ficaram lá atrás e que não me vão fazer falta nenhuma; apenas adornarão as minhas recordações.
Sinto que... amanhã é outro dia.
Domingo, 22 de Fevereiro de 2009
Carnaval

Pierrot.
Quando me perguntaram de que me queria vestir naquele carnaval, surpreendi ao dizer: «Quero ir de Pierrot!». Quando me perguntaram porquê, não soube responder. Tinha olhado apenas para um quadro que tinha no meu quarto. A suavidade das cores pastel, contrastavan com a tristeza do Pierrot. Havia ali algo de mágico, de cativante.
Um rosto branco com a famosa lágrima pintada. Gola aos folhos, vestuário branco. Sapatos e toca pretos. Não via qual a surpresa dos adultos. Era algo simples de fazer. Já tinha as serpentinas e as bolas de sabão. As pinturas tinha-as guardadas na caixa dos tesouros e a roupa a mãe, habilidosa, fazia-ma, com certeza, sem dificuldade alguma.
Mas a simplicidade de pensamento das crianças nunca é reconhecida. E lembro-me perfeitamente de me darem uma série de argumentos para não ir à Pierrot. O mais ilustrativo foi:
- Como é que tu, que gostas tanto da animação do Carnaval, queres vestir-te de uma coisa tão triste?
Convenceram-me.
Hoje, já conhecendo a origem do Pierrot e ainda me sentindo fascinada por essa personagem, ninguém me convenceria a não vestir-me como ele, nesta altura que já não me provoca nada, além de uma pontinha de nostalgia da infância que ficou lá para trás.
Para quem gosta: bom Carnaval!
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
4º aniversário

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Descobertas

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Ai...

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
Regresso

Sim: aleluia! Quem é vivo sempre aparece, não é verdade?
Tomei a decisão de voltar a dar vida e cor ao meu Um Paraíso no Inferno.
Depois do pó limpo e da aparência renovada, é caso para dizer: sinto-me nascido a cada momento, para a eterna novidade do mundo (Alberto Caeiro).
Estou pronta para regressar.
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bola de Cristal
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Acreditar sem viver
Sábado, 18 de Outubro de 2008
Ainda não é...
Ainda não é inverno. Ainda não faz aquele frio de rachar em que só apetece estar junto da lareira a aquecer os pés, as mãos, o corpo e a alma. Ainda não há a associação Inverno-Natal porque os dias ainda não são o prolongamento da noite e as pessoas não andam de sorriso na cara, independentemente do estado em que vai o país, a crise, a vida...Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Off topic

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008
Searas
Depois de ler o simpático email e de pensar sobre o assunto, resolvi seguir a sua sugestão. E dei-me ao trabalho de ir ver as visitas que o Paraíso tem tido. Há alguns resistentes que continuam a vir a este espaço e aos quais agradeço do fundo do coração :)
Enquanto preparo uma nova história, despeço-me com este pensamento de Camilo Castelo Branco:
"Os dias prósperos não vêm por acaso. São granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento."
Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
Procura
- As pessoas procuram o bem-estar, a felicidade, a satisfação e o contentamento em fontes exteriores. Compram um carro, compram uma casa de férias, compram a felicidade, mas ainda assim sentem-se infelizes...- Estás a falar de ti próprio? - Perguntou o velho, adivinhando os dilemas do jovem.
- Sim, quer dizer... não conheço ninguém diferente. Não sei como não consigo estar bem, com todas as coisas que adquiri.
O velho suspirou, olhou para o céu, remexeu-se no banco de jardim e depois de uma pausa, disse:
- É preciso sentires-te bem contigo e saberes que estás a fazer as coisas que gostas e o que é certo, para que sintas prazer em tudo o que consegues conquistar. Se não conseguirmos encontrar contentamento em nós próprios, é inútil procurá-lo noutro lado. - concluiu.
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Finalmente!







