quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Boas Festas

<Amigos,
Apesar de ausência forçada, vim desejar-vos um FELIZ E SANTO NATAL!
Beijinhos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Chove!


Hoje acordei com o som da chuva a bater na janela.
Aconcheguei-me mais na cama, naquela doçura de não querer sair do quente e abraçar o frio cortante de Novembro (que quase tardou em chegar).
Fui despertando lentamente e ganhando coragem. Mal pus o pé de fora, voltei a metê-lo dentro dos lençóis.
"Mais cinco minutos", pensei. E assim foi - se não fosse a transportadora a tocar à campaínha e a fazer-me saltar da cama!
Já há muito que não sentia a ponta do nariz gelada.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

...


O Paraíso tem estado em "slow motion". Há fases assim.
Também sabia que as pessoas que começaram a visitá-lo à dois anos atrás, iriam ficando pelo caminho.
Ainda assim, o Paraíso não vai fechar. Vai continuar, ainda que num ritmo brando. Porque este é, acima de tudo, o meu Paraíso.
Obrigada a todos os que por aqui passam.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Cão

Fiel amigo. Quando chegamos a casa, aparece-nos com os chinelos na boca, a cauda a abanar desenfreadamente e uma bagunça geral à sua volta.
Solta um latido para chamar a atenção quando fingimos que ele não existe. Lambe-nos ou aconchega-se quando sente que estamos a precisar de companhia. Brinca, morde carinhosamente, faz acrobacias e derrapa no soalho. Salta para o sofá e marca território. Quando vê água foge e chapisca tudo. Come atrás da sua taça da comida, deixando um rasto no chão que limpa com a própria língua depois de ter limpo a taça!
Olhar ternurento, pelo rafeiro, bigodes despenteados.
Para mim, não há melhor companhia.

domingo, 30 de setembro de 2007

O guardador de rebanhos



Cuidava cada ovelha com o mesmo gosto de há vinte anos. Conhecia-lhes as manhas, os trilhos, a maneira como se comportavam cada vez que lhes chegava perto. Umas, as mais rebeldes, fugiam-lhe e evitavam-no. Outras, as mais velhas e amorosas, permitiam-lhe um toque mas nada de muitos afagos. Havia ainda as que faziam sempre o contrário do que ele mandava. E ele preferia cansar-se a correr atrás do seu rebanho, do que envergar o seu cajado às suas companheiras.
Certa vez alguém lhe perguntou como conseguia viver com as ovelhas. Lembro-me de ouvi-lo responder:
- As ovelhas inquietam menos que os humanos e sabem mais que alguns deles.
Na altura lembro-me de tê-lo achado tão rídículo quanto sábio. Ninguém esperava aquela resposta de um solitário que, pensávamos, não conhecia a vida além do seu rebanho, embrenhado em pensamentos sabia-se lá sobre o quê. O que pensaria o pastor, afinal?
Hoje sei que estávamos todos errados. E sorrio ao lembrar-me de uma das últimas frases que lhe ouvi:
- "Sou um guardador de rebanhos, os rebanhos são os meus pensamentos..."

Mais tarde descobri que esta frase era da autoria de Alberto Caeiro.
Afinal, o guardador de rebanhos conhecia mais a vida para além do seu rebanho. Nós é que temos a mania de querer conhecer as pessoas pelas aparências, sem nos darmos ao trabalho de realmente conhecer.

domingo, 23 de setembro de 2007

Demónios

Entranham-se. Crescem. Espalham-se. Contaminam.
Fazem-me querer apertar o pescoço da pessoa que tenho à frente. Dão-me vontade de bater, de insultar, de espezinhar as pessoas pobres de espírito.
Ultimamente tenho tido pouca paciência. Se tivesse uma metralhadora, disparava nas pessoas mesquinhas com quem tenho de lidar, sem qualquer hesitação. Dou por mim a desejar que o mundo se comprima, fique pesado, e lhes caia nos ombros, só para as acordar para a vida e sentirem um bocadinho o peso da responsabilidade.
A idade costuma ser um posto. Mas cada vez mais me apercebo que a maturidade não é proporcional à idade.
Estou tão farta das intrigas, da mesquinhez, da hipocrisia das pessoas que deixo os demónios crescerem dentro de mim.
Se não tivesse uma voz interior a martelar, já os tinha libertado.
- Tem calma. Se libertares os teus demónios, vais acabar por destruir as poucas coisas boas que conseguiste com essas pessoas. E depois, não podes voltar atrás.
Ai, mas que a vontade é muita, é! Afinal, também sou humana e não tenho de aturar o mundo, sozinha!
Enquanto luto contra os meus próprios demónios ardilosos, vou deixando que as coisas passem ao lado. Mas sinto-os, eminentes.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Sem recordações



Foi com um misto de nostalgia e tristeza que olhou para o baloiço que costumava ser seu. Passou a infância a trepá-lo e fazer verdadeiros malabarismos e acrobacias. Foi junto àquele baloiço que conheceu o amor da sua vida e agora, agora apenas restavam as memórias esquivas que o tempo se encarrega de ir esbatendo.
- O que foi, avó?
- Nada, minha querida... Apenas senti o coração a bater mais forte quando olhei para aquele baloiço. Parece importante, mas não me consigo lembrar porquê...
A passear no seu próprio jardim, alheia ao que lhe pertencia por direito, continuou a caminhar em passos lentos, sorrindo para si, como se conseguisse viver sem o medo de não se lembrar.
Que haverá pior do que não ter recordações?

(história fictícia)

sábado, 8 de setembro de 2007

Entorpecimento da mente



A nossa mente é tão fascinante quanto perversa.
Pensamos que a dominamos quando, na verdade, é ela que nos domina.
Tão depressa nos leva a pensar que somos capazes de abraçar o mundo, sem qualquer esforço, como nos martiriza com pensamentos de pontas atadas. Tão atadas que já não conseguimos discernir a realidade da imaginação. Parecem indissociáveis.

Cheia de dúvidas, perguntou, em voz alta:
- Porque é que fazemos um filme quando nos apercebemos que não conhecemos a realidade tal como ela é?
A resposta veio-lhe quase instantaneamente.
Porque são nesses momentos que temos a certeza de que nada do que temos é um dado adquirido.
A ameaça está sempre presente. Mesmo nas coisas mais simples.

E é aí que a mente se torna ambígua. Tanto nos leva a procurar o equilíbrio como nos atiça com pensamentos que não se resolveram e que continuam a martelar, à espera que se desvaneçam sozinhos.

Despida de pensamentos e de copo de vinho na mão, Gabi sentou-se na varanda do seu quarto a contemplar a lua enquanto tentava, desesperadamente, encontrar uma réstea de paz interior. Se não conseguisse, sempre tinha o vinho para lhe entorpecer os sentidos.

Para os mais cépticos...


... é verdade, o Lipstick'n'Girls está mesmo de regresso.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Estado:


A comer chocolate.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Relax, take it easy!



Supostamente de férias.
Dei-me ao luxo de acordar mais tarde que o costume. Espreguiço-me vezes sem conta e ganho coragem para me levantar. Trôpega, dirijo-me à cozinha e deparo-me com um maço de cartas e uma lista de tarefas a cumprir. Bocejo, sentindo a preguiça dominar-me.
Deixo-me escorregar pelo sofá enquanto trinco uma maçã. Procuro o comando e primo o botão mais gasto do dito objecto, percorrendo todos os canais até algum programa me cativar.
Não devias estar aqui.
Esta é a minha consciência a falar. Ignoro-a.
Depois de trinta minutos a ver um daqueles episódios perdidos, e de quase uma hora na casa de banho (não sei onde é que nós, mulheres, perdemos tanto tempo), regresso ao quarto. Preparo a mesa de trabalho, espalho as peças para os novos artigos, ligo o computador, leio os emails, preparo as actualizações diárias, organizo o dia - que vai quase a meio - e começo a cantarolar uma música que tem passado na rádio vezes sem conta e que me tem acompanhado sempre que conduzo (parece pontaria).
Resolvo procurá-la para poder ouvi-la, afinar a voz e soltar os dós, rés e mis em todos os tons musicais; tudo ao mesmo tempo como, naturalmente, acontece com todos os artistas (a modéstia ficou de fora). Sinto uma onda de energia contagiar-me. Ao fim de vários replays já tinha feito algumas das tarefas chatas sem a resmunguice do costume. Há coisas que somos obrigados a fazer e que não temos outra alternativa senão fazê-las mesmo (daí o "obrigados" :P), portanto é mais proveitoso quando as fazemos bem-dispostos e sem soltar impropérios! Na tentativa de quebrar a minha boa disposição, entra aquela-que-manda-cá-em-casa com aquele ar suspeito de quem vai pedir alguma (muitas) coisa(s):
- Temos de ir ali, acolá e além... e de fazer isto e aquilo e... e...
Olho-a a sorrir, enquanto faço um daqueles movimentos disco-dance e digo melodiosamente:
- Relax, take it easy!

domingo, 19 de agosto de 2007

Dias cinzentos


Mal humorada, sem vontade de fazer qualquer coisa e a olhar constantemente para o relógio à espera que as horas passem mais depressa.
Os domingos têm qualquer coisa que eu detesto. Há uma nostalgia característica, uma má vontade de enfrentá-lo. São cinzentos.
Há quem usufrua o domingo. Eu limito-me a passá-lo a ver tv, a andar de um lado para o outro dentro de casa e a queimar tempo com coisas fúteis.
Às vezes lá calha um domingo menos penoso. Hoje, não é certamente um deles.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A lei do mais forte


A vida é um jogo. Um emaranhado de regras e leis que (quase) toda a gente cumpre e toda a gente quer transgredir. Há aqueles que fazem as leis, os que querem fazer cumprir a lei e os que a cumprem (ou não). É como num jogo de xadrez. Cada peça tem o seu movimento próprio, a sua direcção, o seu objectivo. Só que ao contrário do jogo de xadrez, não há nenhuma mente brilhante por trás a guiar os nossos passos. Somo nós que estabelecemos os limites e decidimos conscientemente que rumo seguir. Nem sempre aceitamos as consequências, mas isso, é um problema que temos de resolver.
Não é só na nossa sociedade mesquinha e impaciente que existem leis. Na natureza, elas também existem, só que de uma maneira mais subtil. Achamos tudo muito natural. Mas afinal, que leis são essas? Porque é que existem? Todos me dirão que sem elas, tudo seria um caos. E eu digo que o mundo já é caótico com elas... Há leis fundamentais e leis desnecessárias. Há leis universais e leis locais. Há aquelas que se cumprem instintivamente e aquelas que nunca iremos cumprir. Há sempre um equilibrio das coisas, mas nunca o equilíbrio para a mesma coisa.
A vida é um jogo. Daqueles perigosos. Dá-se um passo em falta e somos devorados. Transgredimos uma lei básica de etiqueta e saltam-nos logo em cima. Mas deixamos os filhos nos quartos sozinhos e depois ainda temos o mundo a chorar aos pés! Bem, que leis são estas?
Quando falo de leis, não falo exclusivamente daquelas outurgadas, postuladas, constituídas. Falo também das mais simples, daquelas universais, de saberes e valores comuns...
Há uma coisa que sei e que afirmo veemente: neste mundo, só os mais fortes sobrevivem. Esta é a lei básica da vida. Darwin tinha razão: só os mais aptos sobrevivem.
Discutível ou não, é uma lei.



Nota de rodapé (nada da ver com o post): Curiosamente, quando pensamos que temos tudo organizadinho de maneira a que todas as pessoas possam ter acesso a informações, vejo-me surpreendida com o facto de algumas não conseguirem ver os seus links no meu Paraíso. É muito simples: no menu do lado direito, onde diz "Paraísos Interessantes", "Cantinhos no Céu" e "Cantinhos na Terra" são os menus de links. Basta clicar em cima de um deles e ver a lista :p

sábado, 4 de agosto de 2007

... o santo desconfia!

Olhei-me ao espelho pela milésima vez para me certificar que estava tudo no sítio. Ajeitei o cabelo, num trejeito habitual e decidi sair. Estava a entrar para o carro quando avistei aquela amiga que não via há séculos (e que haviam passado séculos por ela!). Dois dedos de conversa para aqui, gesticulações para acolá e em poucos minutos sabíamos a vida uma da outra.
Volto para o carro e rumo para o centro da cidade. Com o bom humor que estava, as coisas que, geralmente, são enfadonhas e triviais, tornaram-se num pretexto para sentir a agradável sensação de comprar algo para nós próprios. Ora então, entro na loja que faz o irritante Dlim-Dlim a anunciar um novo freguês e vejo uma simpática senhora, sorridente, a dirigir-se para mim.
- É o nosso cliente nº 5000! Parabéns, vai ter direito a uma peça grátis!
E eu, feliz da vida, a pensar que isto só acontecia em filmes!!! Lá fui escolher a peça com direito a embrulho e tudo! Quis pagar por uma questão de cortesia, mas não quiseram e não voltei a insistir!
Saio da loja, dou uns passos e eis que reparo num objecto brilhante no chão: 2 euros! Olho uns escassos metros à volta, a ver se alguém poderia ter deixado cair. Ninguém. Pego na moeda reluzente e meto ao bolso, satisfeita!
Decido ir lavar o carro. Estava cheio de pó das flores e eu gosto de tratar bem o meu Ferrari (risos). Chego ao local e preparo-me para tirar a moeda de 2 euros que tinha achado para colocar na máquina e reparo no letreiro: "Lave gratuitamente o seu carro e experimente a nova cera abrilhantadora!" Bem! Que poderia eu desejar mais? Volto a meter a moeda no bolso e começo a lavar o carro, cantarolando baixinho, qual musa lavadeira!
Já perto de casa, avisto o cafézito onde se registam os boletins para os chamados "jogos de azar". Ora, o dia estava a correr-me tão bem que decidi investir os 2 euros achados numa chave ao acaso.
Quando chegou a hora de ver os números da sorte (ou do azar), peguei no boletim e numa caneta e esperei atentamente.
- Olha! Tenho este... tenho este também! Oh meu Deus, já tenho um três! Ai... Quatro! CINCO!!!!! Quanto é que dá um 5???
E quando saiu o último número, houve uma paragem. Aquele instante em que temos a impressão que o universo pára, que nada se move, que estamos numa outra dimensão. Foi então que a minha mente acordou para a vida: hoje não é dia de euromilhões!
Abri os olhos, ensonada, com aquele torpor que o tempo quente proporciona e atirei a almofada para o lado.
- Logo via que isto só podia ser uma partida da mente! - Balbuciei entre dentes.

Quando a esmola é muita...

Não há dias assim! :p

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Inveja


É um sentimento viscoso, purulento e que cresce rapidamente em ambiente hostil. Primeiro começa com uma picada na barriga e depois passa a um calor opressivo no peito que comprime e contamina tudo até se deixar de pensar racionalmente. De um momento para o outro, passa-se a ser uma pessoa egocentrica, diminuindo os outros e favorecendo exageradamente o que é seu.
Nem sempre as posses materiais são a causa: às vezes basta um estalar de dedos sonoro ou quase perfeito para despertar a inveja, esse monstro das entranhas.
Pode ser chamada de ciúmes ou, vulgarmente conhecida, dor de cotovelo. Pode ser passageira ou fazer parte da pessoa (crónica).
Dizem que é verde, por uma série de histórias mitológicas e da literatura. Para mim é um sentimento camaleão, tal como a pessoa que possui dentro de si a inveja: nunca é aquilo que parece!

Como diria o Sábio das Terras Distantes:

- Cuidado. Por causa de um minuto de inveja, podes tornar-te áspero o resto da vida.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Cristais

Eles dizem que os diamantes as enlouquecem. Elas dizem que o homem que oferecer um diamante é o homem perfeito: gentil, generoso e rico.
Eles dizem que o diamante é como as mulheres: refinado, brilhante, precioso.
Elas dividem a sua opinião. Umas dizem que os diamantes são como as mulheres que os recebem: interesseiras, gananciosas, superficiais; que por detrás do brilho não há nada além do vácuo; cérebros de ervilha que só pensam em dinheiro. As outras dizem que quem não os recebe é porque não merece, porque são feias, intelectuais, incapazes de agarrar um homem (risos!).
Eles dizem que os diamantes servem para embelezar. Elas - pela primeira vez - estão de acordo.

Eu cá digo que não utilizo diamantes nas minhas peças artesanais, mas utilizo cristais que oferecem um brilho igualmente ofuscante :p Portanto, meus meninos e minhas meninas, visitem o meu mundo Faz de Conta, onde poderão encontrar peças extraordinárias e brilhantes para oferecer ou para uso próprio.
Espreitem e façam as vossas mulheres felizes! Não são diamantes, mas roubam tantos sorrisos e mimos como se fossem! ;)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Senso comum



- A vida dá muitas voltas. - Disse a Camila com aquele ar sério de quem conhece as artimanhas da vida.
- Eu sei. - Respondeu-lhe a Clara, pouco convencida. Que a vida dá muitas voltas é do conhecimento de todos. Agora esperar, confiante, que a vida dê uma volta para melhor, é outra.
- A sério. Vais ver que amanhã o dia vai correr melhor! Sabes que é assim!
Clara olhou-a. Como poderia ela não perceber que por mais filosofias baratas (e acertadas) que ela despejasse, cheia de boas intenções, elas lhe entravam por um ouvido e saíam pelo outro?

Diálogo curto. Pensamentos de perdedora. Arrependimento de não termos dado o nosso melhor (ou de não termos conseguido). Vontade de querer melhorar, mas ser tarde de mais para isso.
É assim que nos sentimos num determinado dia.
No dia seguinte, porém, recebemos uma notícia boa que compensa todas as energias gastas com os pensamentos anteriores. Sentimos vontade de saltitar, o peito a querer pular fora da sua cavidade e experienciamos uma grande satisfação por, afinal, termos conseguido dar alguma coisa de nós (apesar de não ter sido o melhor) e por nos mostrar que o empenho leva-nos a algum lado: mete-nos num caminho estável e positivo, ainda que com muitas curvas e desvios improvisados.

Afinal, a Camila tinha razão. "Vais ver que amanhã o dia corre melhor". Sim, hoje, correu melhor.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Arco-íris

Chove. Não apetece sair de casa nem fazer nada, além de estar esticada no sofá com o comando na mão a fazer zapping até encontrar um episódio perdido de alguma série preferida. Sem sorte - e sem episódio perdido - afundo-me ainda mais no sofá e olho para o livro que tinha trazido comigo, como que a adivinhar a falta de programa. Os pensamentos saltam. Não me apetece ler, mas lá faço um esforço e folheio os últimos capítulos da matéria que sairá para o último exame.
Fito a caneta e a folha de papel já rabiscada e pego neles, só para escrever umas míseras linhas que, acabariam por vir parar aqui, mais tarde ou mais cedo.
Chove. Onde estará o Verão? O sol tenta espreitar, mas as núvens, birrentas, não o deixam atravessar. Sei que algures, por aí, estará um arco-íris, com o sol a brilhar, da vitória sobre as nuvens carregadas.
Aproveitei para libertar o Paraíso de alguns sites já terminados. Mais leve, terá mais espaço para acolher os novos visitantes que, assim que tiver um bocadinho de vontade e disposição, acrescentarei de bom grado :)
Até breve!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Pesadelos

Ainda não estamos completamente adormecidos. Estamos naquela linha que nos separa do mundo real e do mundo-fantasia. Não saímos completamente de um e ainda não entrámos completamente no outro.
Os pensamentos já andam soltos. Julgamos ter controlo sobre eles quando, na verdade, são eles que nos controlam.
Umas vezes dão origem a sonhos aprazíveis, a sensações de bem-estar. Outras vezes tornam-se pesadelos, sonhos bizarros, horrendos. Autênticos filmes de terror, thrillers que se misturam com pessoas reais, cenários reais, pensamentos reais, mas não passam de ficção.
Há sonhos tão intensos que parecem que estão mesmo a acontecer, numa outra dimensão. Há dores que sentimos mesmo, quedas que experimentamos, emoções que extravasamos.
Será que o que sonhamos tem algum toque de premonição? Algum aviso camuflado? Algum pressentimento recôndito e eventualmente real? Ou será pura especulação, pura imaginação, partidas da mente?
Prefiro pensar que é uma evasão. Um meio de defesa que temos. Enquanto sonhamos, libertamos as tensões. Nem sempre conseguimos separar os dois mundos, mas acabamos por não dar importância ao mundo fantástico (os sonhos esquecem-se ou atenuam-se).
Não quero ficar presa aos pesadelos. Quero dormir pacificamente. Já diz o ditado: mente sã em corpo são. (Ainda assim, desconfio desse ditado).

terça-feira, 3 de julho de 2007

Resposta aos desafios

Da Su:

As minhas cinco últimas leituras (a primeira é a mais recente, a última a mais antiga)

1. O meu próprio texto do Paraíso: "Pesadelos".
2. Jornal Diário de Aveiro.
3. Jornal da UA onli-ne.
4. Textos do livro "Ser como o rio que flui" de Paulo Coelho.
5. O calendário de exames de recurso/melhoria.

Da Keia:

Desafio da Página 161

Eis as regras:
1. Pegar no livro mais próximo
2. Abri-lo na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Colocar a frase no blog
5. Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
6. Passar o desafio a cinco pessoas.

Livro: Ser como o Rio que Flui, Paulo Coelho.
Quinta frase: "Qual não foi a sua surpresa, na manhã seguinte, ao encontrá-lo no mesmo lugar e na mesma posição." Estará a escapar-me algo? :p

Não vou passar o desafio a ninguém. Quem tiver interessado, sinta-se livre para o fazer.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Olhamos, mas não vemos.


Urge fazermos alguma coisa para salvarmos este planeta! Este é apenas mais um grito a roçar o desespero daqueles ambientalistas/cientistas que se esforçam para serem ouvidos e tudo o que lhes fazemos é virar-lhes as costas e tecermos comentários irónicos e lamentáveis do género: O que é que está este tipo para aqui a dizer? Até o mundo acabar vão passar milhares de milhões de anos. Já não vou estar cá quando o mundo acabar!

Não entendo a apatia e descontracção das pessoas perante o cenário actual. Chuvas torrenciais, ondas de calor asfixiantes, tornados gigantes, tempestades destrutivas, estações quase inexistentes, os pólos a derreterem, o nível do mar a subir, as lixeiras (ainda) a céu aberto, a incapacidade de reciclar, os recursos renováveis a esgotar, os níveis de poluição atmosférica a aumentar (bem como o Co2, efeito de estufa, raios UV, etc), as taxas de mutações genéticas a dispararem (cancro, polissemias, neoplasias e outras patologias físicas e mentais)... PAREM! Ainda há esperança, ainda há tempo de evitar uma catástrofe!

Alguém viu o filme "Day after tomorrow"? É preciso acontecer algo semelhante (quando já parece ser tarde demais) para acordarmos para a vida?
É triste. Somos inteligentes, mas não o suficiente para seguir um par de regras básicas que podem fazer a diferença entre viver saudavelmente e sobreviver sem vontade.

O Inferno é aqui. E parece que, por este andamento, vamos morrer queimados. Ou derretidos. Culpem Satanás. Na hora em que estiverem a morrer ou a ver outros morrerem, lembram-se de Deus. Nessa altura, será em vão. Analogias à parte, a verdade é que temos o mundo nas mãos e parece que não estamos minimamente preocupados com essa responsabilidade.


Reflictam.

domingo, 3 de junho de 2007

Dia de limpeza


Fiquei estática, por momentos, a olhar para o meu Paraíso. Como naqueles dias em que o nosso cérebro parece deixar de funcionar e ficamos a olhar para um vazio qualquer do universo (costumo dizer que estamos num canal aberto de pensamentos que nos conduz sempre a uma ideia de génio).

Não cheguei a ter nenhuma ideia de génio, mas fui assolada por uma vaga de inspiração e vontade e... apeteceu-me reorganizar tudo.

Vai daí, arregacei as mangas e pus mãos ao trabalho. Vocês pensam que quê? Mudar a imagem do Paraíso requer muito esforço, muita força de vontade e muita imaginação para inventar códigos html que façam algum efeito! (lol)

Resultado: é o que vocês vêem. Azul - como não podia deixar de ser. Muita frescura. Muita tranquilidade. Muita vontade de ficar por aqui.
Espero que vos apeteça regressar :)

Hope you like it!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

O que é pior?


Tenho andado a pensar o que escrever no meu Paraíso. Há dias em que me apetece escrever histórias de encantar, crónicas para pensar, ou textos simples, com jogos de palavras e lições embutidas. Há outros dias em que não tenho qualquer inspiração - talvez pela agitação do dia-a-dia.
De qualquer forma, vou partilhar um texto que escrevi ontem para um trabalho do Curso de Língua Gestual Portuguesa (nível I) do IPJ de Aveiro.

O que é pior: cegueira ou surdez?

Diante desta pergunta, o meu primeiro pensamento foi: nenhuma destas realidades é positiva!
Ser cego implica não ver o mundo, não conhecer a nossa própria imagem, não ter acesso às luzes, às cores, às sombras, às formas, aos espaços e a tudo o que nos rodeia. Implica sobreviver num mundo desconhecido.
Ser surdo, por outro lado, também tem as suas limitações. Não se ouve o próximo, não se ouve a nossa própria voz, não se conhece os floreados da linguagem, não se tem acesso às sinfonias, aos sons mais variados na natureza. Implica sobreviver num mundo silencioso.
Ambas as realidades têm algo em comum: quem vive nelas é como se vivesse numa redoma especial com a qual tem de travar uma luta constante para conseguir adaptar-se o melhor possível. Quem vive nessa realidade, sabe as dificuldades pelas quais tem de passar para conseguir o prazer de uma simples vitória.
Helen Keller disse: a surdez é um infortúnio muito pior (do que a cegueira).
Não se pode dizer o que é pior, simplesmente porque não ter qualquer um dos sentidos, é uma perda inestimável.
No meio disto tudo, há uma coisa que me perturba ainda mais: a incapacidade que nós, pessoas ditas normais, temos em conviver com surdos ou com os cegos. Para nós eles são uns coitadinhos. Indigna-me pensar que eu também já senti pena. Agora não. Agora luto comigo mesma para conhecer a realidade deles. Limitações? É verdade que as há, mas isso não faz deles inválidos. Faz deles pessoas lutadoras, corajosas, ricas. Porque a vida já é demasiado difícil, então se o ser humano tiver pena de si próprio ou do outro, não sabe o prazer que é viver. A diferença reflecte apenas a diversidade. Hoje luto para compreender os surdos e para que eles me compreendam a mim. E está a ser uma experiência mais rica do que julguei.

Cego ou surdo? Às vezes somos ambos.
Mas façamos com que a nossa existência – e a dos outros - valha a pena.

Laura Alho
21 de Maio de 2007
Curso de Língua Gestual Portuguesa

sábado, 5 de maio de 2007

Pensamento solto


Há sempre coisas que nos transcendem. Às quais não damos importância. Coisas que ignoramos, a maior parte das vezes. O ar que respiramos. Os insectos minúsculos das plantas. Os berlindes debaixo dos móveis. Os grãos de areia embrenhados nas toalhas de praia (por mais que sacudamos, eles permanecem lá). As gotas de água (que às vezes basta uma para iniciar o caos - metaforicamente ou não). As teias de aranha em sítios recônditos nas nossas casas. Tantas coisas...
E no fim dos pensamentos enovelados, pergunto-me: quem é que repara num insecto, comparando com a dimensão das nossas vidas, com o tamanho do universo?
E nós que às vezes não somos mais do que um insecto...

domingo, 15 de abril de 2007

Mereço! Já são muitos anos de vida :)

- Ó Mãe, porque é que o céu é azul? Porque é que o lume queima? Porque é os mosquitos picam?
Lalari Lalala.
- Ó Vô, porque é que as estrelas brilham? Porque é que não caem? Porque é que metes isso nesse sítio e não naquele? Porque é que dás ar à bicicleta?
Lalari Lalala.
- Ó Pai, porque é que estás sempre a mexer no carro? Porque é que desmontas tudo? Também posso desmontar?
Lalari Lalala.
A menina dos Porquês, igual a todas as outras. Tagarela só quando lhe dava na cabeça.
Vivi entre as bonecas mal vestidas (trapos que roubava às costuras da minha mãe), brinquedos de madeira, peluches (só quando o rei fazia anos).
Brinquei nos montes, nas terras e quintais. Comi gemadas ao sol. Bebi água do poço e das fontes. Corri até estragar os sapatos e caí vezes sem conta a andar de bicicleta. Molestei abelhas. Escondi tesouros. Tive amigos imaginários. Saltei para os terrenos dos vizinhos e aventurei-me nas silvas. Comi amoras, diospiros e figos roubados. Subi a árvores.
Lembro-me dos meus livros, da caixa que guardava religiosamente com os pertences preciosos, das brincadeiras com a minha prima e com algumas vizinhas. Lembro-me do cheiro da casa dos meus avós, do aroma das frutas acabadas de apanhar, do gosto das uvas americanas que penicava qual passarito guloso.
Olho para trás e parece-me que esse tempo já vai longe. Recordo-o com saudade. Com umas lágrimas nos olhos. O tempo não volta para trás. E é por isso que preservo o mais que posso estas memórias.
Não sei quantos anos mais vou viver. Mas sei que os que vivi até aqui souberam bem. E que a Mulher que sou hoje, não deixará de ser a Criança que um dia fui.
Um brinde.
Renasço hoje!

Porque apesar da melancolia, também mereço mimos, prendas e afins. Vou aproveitar porque não se faz anos todos os dias :)

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Acordes soltos


Ela e a guitarra. Numa sintonia perfeita. Não sei se era do vinho ou do encantamento que a música provoca, mas a determinado momento deixei de conseguir distinguir o corpo dela da guitarra. Pareciam um só. Não dei muita importância a isso. Fechei os olhos e deixei-me embalar pelos acordes mágicos.
No final, uma sonolência prazeirosa. Sonhos ligeiros. Um sono tranquilo.
A música tem um efeito sedativo em nós.


Caros amigos,
Espero que tenham tido uma Páscoa Feliz (quem liga à época) e que o regresso ao trabalho seja positivo.


Boas músicas!

sexta-feira, 23 de março de 2007

Bolas de sabão

Duram apenas alguns segundos. Algumas nem chegam a formar-se. Outras, as mais felizes, soltam-se e experimentam o sabor da liberdade - um voo curto, conquistado pela ousadia.
São brilhantes. Têm o arco-íris em si. São frágeis: quando tocam nalguma coisa, rebentam.
São mágicas. Encantam-nos e remetem-nos para os "algures" da nossa infância, onde ainda se sabia o que eram as bolas de sabão.
Tenho-me lembrado delas, ultimamente.
Cada bola, uma lembrança. Cada lembrança, um afecto. Cada afecto, uma pessoa. Cada pessoa, uma vida. E nessa vida, o fim. A bola rebenta-se, a vida acaba.

Sim, estive de luto. Ainda me ocorrem várias bolas de sabão, repletas de memórias. Ainda penso na efemeridade da vida, na nossa insignificância. Mas aos poucos vou retomando a respiração. Aos poucos volto a colorir os dias. Pequenos salpicos ali e aqui.

Aos poucos vou lançando mais bolas de sabão, esperando que alguma deles chegue ao céu.

Tenho saudades.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Dancing in the moonlight


Disseste que me ias levar a um sitio especial.
Perguntei-te onde.
- Já vais ver.
Perguntei-te porquê.
Respondeste "porque sim".
Deste-me um copo com o que pensei ser chá. Hoje sei que lhe meteste qualquer coisa.
Bebemos e em pouco tempo estávamos a rir perdidamente.
Perguntei-te porque nos estávamos a rir.
Respondeste que estávamos felizes.
- Anda! - Disseste. - Chegou a hora.
Assobiaste.
Julguei estar a ter uma alucinação. Lembro-me de pensar que foi do chá que bebemos. Era uma nuvem. Mesmo à minha frente pairava uma nuvem de algodão, como nas fantasias e contos infantis.
- Uma nuvem?! - Perguntei incrédula.
- Sim. Sobe para cima!
Sentei-me nela. A sensação era fantástica. Eu parecia não estar em mim. Parecia um ser flutuante.
A nuvem começou a subir lentamente até ao seu destino.
Perguntei-te onde íamos.
Respondeste-me "à lua".
E assim foi. Parámos mesmo diante dela. Pegaste-me na mão.
- Vamos dançar!
Uma onda de entusiasmo invadiu-nos o espírito. Recomeçámos o riso e a dança. Como num filme! Perfeito.
E dançámos a noite toda até o despertador tocar.

- Porque tive de acordar? - Rispostei, levantando-me da cama e sentindo o frio da manhã atravessar-me o corpo.
Sorri.

Andei numa nuvem de algodão!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

2º Aniversário

Imagem do primeiro template do Paraíso


O Paraíso faz anos. Dois anos.
Durante todo este tempo partilhei com vocês momentos felizes e momentos menos felizes. Textos encantados e desencantados. Pedaços de mim.

Obrigada por ainda me continuarem a visitar, a ler e a prestar atenção aos trechos de vida que aqui vou deixando.



Brindo-vos!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Passagem


Nua. Aparentemente fria. No meio do mundo.
É assim que está a minha árvore. Mas sei que em breve, ela voltará a florescer. A vestir-se de cores. A aquecer-me. E a ser o meu mundo, outra vez.
O Paraíso vai voltar a ter textos mágicos. Muito em breve.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Não sei


Não sei.
Não sei se amanhã vou estar viva ou não. Se vou ter quem amo do meu lado ou não. Se vou percorrer algum trilho ou se vou estacionar pelo caminho.
Não sei o que esperam de mim. Não sei a imagem que dou. Não sei o que querem que seja.
Sou assim, imperfeita. Erro, como toda a gente. Falho, como toda a gente. Faço merda, como toda a gente.
Podem apontar-me o dedo. Dizer que sou isto ou aquilo. Que devia ser isto ou aquilo. Que devia mudar isto ou aquilo. Aceito todas as críticas.
Não me importo que me apontem o dedo, se for para me ajudar. Não sei.
Não sei o que diga. O que faça. O que vai acontecer. O que me vão dizer.
Sei que a vida às vezes não presta e que, mesmo sem querer, fazem-me sentir o ser mais desprezível à face da terra, quando eu própria sei que não o sou.
Não sei.

Fico à espera.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Reflexões

Com uma chávena de chá entre mãos, um cobertor fino a proteger-me do frio cortante da noite e a mente a vaguear pelo universo, dispersa e incontrolável.
Era assim que estava ontem à noite, na minha varanda.

Pensei na minha vida (como tantas outras vezes). Mas desta vez não me senti nostálgica. Estava estranhamente serena e convicta de que tinha muito para viver. Não senti medo de envelhecer. Nem pensei nisso, sequer.

Pensei no que sou. No que não sou. No que poderia ser. No que me posso tornar. Às vezes sinto-me tão cheia e tão capaz de tudo que parece que vou explodir. E, no entanto, tenho tantas lacunas e espaços vazios que não sei como preencher.

Beberriquei o chá, pensando nas pessoas que me rodeiam e na importância que têm para mim. Pensei em cada palavra que me disseram, em cada gesto afectuoso que me dirigiram. É bom sentir que há quem goste realmente de nós e,ainda assim, isso parece condicionar as atitudes das pessoas para connosco.
Pensei inevitavelmente na perfeição. Na comparação que fazemos entre as pessoas e nas caracterísitcas que procuramos nelas. Nunca nos vamos contentar com o que temos, por muito bem que estejamos. Esta é uma realidade dolorosa que temos de aceitar, em nós e nos outros.

Recordei conversas mais ou menos recentes e pensamentos mais ou menos presentes na minha memória. Relembrei as minhas opiniões passadas e vi-me forçada a reformulá-las. Se não mudarmos o que pensamos, estagnamos. Estupidificamo-nos.

Fixei o olhar num ponto infinito, indefinível.
Não acredito no destino, bem sabem. Deus não é escritor. Mas olhar este céu faz-me acreditar numa energia qualquer que nos compele a seguir em frente, que nos ajuda a suportar o sofrimento e nos faz perseguir os nossos sonhos. E pergunto-me: afinal, qual é o nosso maior sonho?

Entre pensamentos soltos, fitei o céu e deixei-me estar assim por algum tempo, apreciando o sopro de vida nocturna, certa de que aconteça o que acontecer, não vou estar completamente sozinha...

Fechei os olhos por um momento e sou capaz de jurar que noutro ponto qualquer do mundo, estaria alguém na varanda ou à janela a pensar na vida. Como eu.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Bom ano!


Ano novo, vida nova.

Uns dias antes do ano acabar, todas as pessoas andam agitadas. Há que decidir o sítio onde se vai passar o ano, a companhia, a roupa, a maquilhagem, a atitude a mostrar na tão desejada noite. Coisas tão supérfluas que até dói. Uma azáfama terrível, dinheiro gasto em excesso, tudo por uns míseros 10 segundos, de contagem decrescente para passarmos do dia 31 ao dia 1.
Todos temos os melhores desejos e as melhores perspectivas para o novo ano. Todos queremos mudar o que está mal na nossa vida, concretizar projectos adiados, ter sucesso e saúde. Neste aspecto, sou igual a toda a gente: também tenho desejos. Se vou conseguir realizá-los ou não, é outra história...
Sei que é uma passagem simbólica, mas não consigo perceber porque lhe damos tanta importância, quando nos outros dias somos o oposto.
Apesar de tudo, quero que toda a gente seja feliz. Quero que todos aproveitem cada dia deste ano, cada oportunidade que surja, cada trecho de felicidade que se proporcione. E neste sentido, só vos desejo o melhor!
FELIZ 2007!