terça-feira, 31 de julho de 2007

Cristais

Eles dizem que os diamantes as enlouquecem. Elas dizem que o homem que oferecer um diamante é o homem perfeito: gentil, generoso e rico.
Eles dizem que o diamante é como as mulheres: refinado, brilhante, precioso.
Elas dividem a sua opinião. Umas dizem que os diamantes são como as mulheres que os recebem: interesseiras, gananciosas, superficiais; que por detrás do brilho não há nada além do vácuo; cérebros de ervilha que só pensam em dinheiro. As outras dizem que quem não os recebe é porque não merece, porque são feias, intelectuais, incapazes de agarrar um homem (risos!).
Eles dizem que os diamantes servem para embelezar. Elas - pela primeira vez - estão de acordo.

Eu cá digo que não utilizo diamantes nas minhas peças artesanais, mas utilizo cristais que oferecem um brilho igualmente ofuscante :p Portanto, meus meninos e minhas meninas, visitem o meu mundo Faz de Conta, onde poderão encontrar peças extraordinárias e brilhantes para oferecer ou para uso próprio.
Espreitem e façam as vossas mulheres felizes! Não são diamantes, mas roubam tantos sorrisos e mimos como se fossem! ;)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Senso comum



- A vida dá muitas voltas. - Disse a Camila com aquele ar sério de quem conhece as artimanhas da vida.
- Eu sei. - Respondeu-lhe a Clara, pouco convencida. Que a vida dá muitas voltas é do conhecimento de todos. Agora esperar, confiante, que a vida dê uma volta para melhor, é outra.
- A sério. Vais ver que amanhã o dia vai correr melhor! Sabes que é assim!
Clara olhou-a. Como poderia ela não perceber que por mais filosofias baratas (e acertadas) que ela despejasse, cheia de boas intenções, elas lhe entravam por um ouvido e saíam pelo outro?

Diálogo curto. Pensamentos de perdedora. Arrependimento de não termos dado o nosso melhor (ou de não termos conseguido). Vontade de querer melhorar, mas ser tarde de mais para isso.
É assim que nos sentimos num determinado dia.
No dia seguinte, porém, recebemos uma notícia boa que compensa todas as energias gastas com os pensamentos anteriores. Sentimos vontade de saltitar, o peito a querer pular fora da sua cavidade e experienciamos uma grande satisfação por, afinal, termos conseguido dar alguma coisa de nós (apesar de não ter sido o melhor) e por nos mostrar que o empenho leva-nos a algum lado: mete-nos num caminho estável e positivo, ainda que com muitas curvas e desvios improvisados.

Afinal, a Camila tinha razão. "Vais ver que amanhã o dia corre melhor". Sim, hoje, correu melhor.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Arco-íris

Chove. Não apetece sair de casa nem fazer nada, além de estar esticada no sofá com o comando na mão a fazer zapping até encontrar um episódio perdido de alguma série preferida. Sem sorte - e sem episódio perdido - afundo-me ainda mais no sofá e olho para o livro que tinha trazido comigo, como que a adivinhar a falta de programa. Os pensamentos saltam. Não me apetece ler, mas lá faço um esforço e folheio os últimos capítulos da matéria que sairá para o último exame.
Fito a caneta e a folha de papel já rabiscada e pego neles, só para escrever umas míseras linhas que, acabariam por vir parar aqui, mais tarde ou mais cedo.
Chove. Onde estará o Verão? O sol tenta espreitar, mas as núvens, birrentas, não o deixam atravessar. Sei que algures, por aí, estará um arco-íris, com o sol a brilhar, da vitória sobre as nuvens carregadas.
Aproveitei para libertar o Paraíso de alguns sites já terminados. Mais leve, terá mais espaço para acolher os novos visitantes que, assim que tiver um bocadinho de vontade e disposição, acrescentarei de bom grado :)
Até breve!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Pesadelos

Ainda não estamos completamente adormecidos. Estamos naquela linha que nos separa do mundo real e do mundo-fantasia. Não saímos completamente de um e ainda não entrámos completamente no outro.
Os pensamentos já andam soltos. Julgamos ter controlo sobre eles quando, na verdade, são eles que nos controlam.
Umas vezes dão origem a sonhos aprazíveis, a sensações de bem-estar. Outras vezes tornam-se pesadelos, sonhos bizarros, horrendos. Autênticos filmes de terror, thrillers que se misturam com pessoas reais, cenários reais, pensamentos reais, mas não passam de ficção.
Há sonhos tão intensos que parecem que estão mesmo a acontecer, numa outra dimensão. Há dores que sentimos mesmo, quedas que experimentamos, emoções que extravasamos.
Será que o que sonhamos tem algum toque de premonição? Algum aviso camuflado? Algum pressentimento recôndito e eventualmente real? Ou será pura especulação, pura imaginação, partidas da mente?
Prefiro pensar que é uma evasão. Um meio de defesa que temos. Enquanto sonhamos, libertamos as tensões. Nem sempre conseguimos separar os dois mundos, mas acabamos por não dar importância ao mundo fantástico (os sonhos esquecem-se ou atenuam-se).
Não quero ficar presa aos pesadelos. Quero dormir pacificamente. Já diz o ditado: mente sã em corpo são. (Ainda assim, desconfio desse ditado).

terça-feira, 3 de julho de 2007

Resposta aos desafios

Da Su:

As minhas cinco últimas leituras (a primeira é a mais recente, a última a mais antiga)

1. O meu próprio texto do Paraíso: "Pesadelos".
2. Jornal Diário de Aveiro.
3. Jornal da UA onli-ne.
4. Textos do livro "Ser como o rio que flui" de Paulo Coelho.
5. O calendário de exames de recurso/melhoria.

Da Keia:

Desafio da Página 161

Eis as regras:
1. Pegar no livro mais próximo
2. Abri-lo na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Colocar a frase no blog
5. Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
6. Passar o desafio a cinco pessoas.

Livro: Ser como o Rio que Flui, Paulo Coelho.
Quinta frase: "Qual não foi a sua surpresa, na manhã seguinte, ao encontrá-lo no mesmo lugar e na mesma posição." Estará a escapar-me algo? :p

Não vou passar o desafio a ninguém. Quem tiver interessado, sinta-se livre para o fazer.