quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Estado:


A comer chocolate.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Relax, take it easy!



Supostamente de férias.
Dei-me ao luxo de acordar mais tarde que o costume. Espreguiço-me vezes sem conta e ganho coragem para me levantar. Trôpega, dirijo-me à cozinha e deparo-me com um maço de cartas e uma lista de tarefas a cumprir. Bocejo, sentindo a preguiça dominar-me.
Deixo-me escorregar pelo sofá enquanto trinco uma maçã. Procuro o comando e primo o botão mais gasto do dito objecto, percorrendo todos os canais até algum programa me cativar.
Não devias estar aqui.
Esta é a minha consciência a falar. Ignoro-a.
Depois de trinta minutos a ver um daqueles episódios perdidos, e de quase uma hora na casa de banho (não sei onde é que nós, mulheres, perdemos tanto tempo), regresso ao quarto. Preparo a mesa de trabalho, espalho as peças para os novos artigos, ligo o computador, leio os emails, preparo as actualizações diárias, organizo o dia - que vai quase a meio - e começo a cantarolar uma música que tem passado na rádio vezes sem conta e que me tem acompanhado sempre que conduzo (parece pontaria).
Resolvo procurá-la para poder ouvi-la, afinar a voz e soltar os dós, rés e mis em todos os tons musicais; tudo ao mesmo tempo como, naturalmente, acontece com todos os artistas (a modéstia ficou de fora). Sinto uma onda de energia contagiar-me. Ao fim de vários replays já tinha feito algumas das tarefas chatas sem a resmunguice do costume. Há coisas que somos obrigados a fazer e que não temos outra alternativa senão fazê-las mesmo (daí o "obrigados" :P), portanto é mais proveitoso quando as fazemos bem-dispostos e sem soltar impropérios! Na tentativa de quebrar a minha boa disposição, entra aquela-que-manda-cá-em-casa com aquele ar suspeito de quem vai pedir alguma (muitas) coisa(s):
- Temos de ir ali, acolá e além... e de fazer isto e aquilo e... e...
Olho-a a sorrir, enquanto faço um daqueles movimentos disco-dance e digo melodiosamente:
- Relax, take it easy!

domingo, 19 de agosto de 2007

Dias cinzentos


Mal humorada, sem vontade de fazer qualquer coisa e a olhar constantemente para o relógio à espera que as horas passem mais depressa.
Os domingos têm qualquer coisa que eu detesto. Há uma nostalgia característica, uma má vontade de enfrentá-lo. São cinzentos.
Há quem usufrua o domingo. Eu limito-me a passá-lo a ver tv, a andar de um lado para o outro dentro de casa e a queimar tempo com coisas fúteis.
Às vezes lá calha um domingo menos penoso. Hoje, não é certamente um deles.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A lei do mais forte


A vida é um jogo. Um emaranhado de regras e leis que (quase) toda a gente cumpre e toda a gente quer transgredir. Há aqueles que fazem as leis, os que querem fazer cumprir a lei e os que a cumprem (ou não). É como num jogo de xadrez. Cada peça tem o seu movimento próprio, a sua direcção, o seu objectivo. Só que ao contrário do jogo de xadrez, não há nenhuma mente brilhante por trás a guiar os nossos passos. Somo nós que estabelecemos os limites e decidimos conscientemente que rumo seguir. Nem sempre aceitamos as consequências, mas isso, é um problema que temos de resolver.
Não é só na nossa sociedade mesquinha e impaciente que existem leis. Na natureza, elas também existem, só que de uma maneira mais subtil. Achamos tudo muito natural. Mas afinal, que leis são essas? Porque é que existem? Todos me dirão que sem elas, tudo seria um caos. E eu digo que o mundo já é caótico com elas... Há leis fundamentais e leis desnecessárias. Há leis universais e leis locais. Há aquelas que se cumprem instintivamente e aquelas que nunca iremos cumprir. Há sempre um equilibrio das coisas, mas nunca o equilíbrio para a mesma coisa.
A vida é um jogo. Daqueles perigosos. Dá-se um passo em falta e somos devorados. Transgredimos uma lei básica de etiqueta e saltam-nos logo em cima. Mas deixamos os filhos nos quartos sozinhos e depois ainda temos o mundo a chorar aos pés! Bem, que leis são estas?
Quando falo de leis, não falo exclusivamente daquelas outurgadas, postuladas, constituídas. Falo também das mais simples, daquelas universais, de saberes e valores comuns...
Há uma coisa que sei e que afirmo veemente: neste mundo, só os mais fortes sobrevivem. Esta é a lei básica da vida. Darwin tinha razão: só os mais aptos sobrevivem.
Discutível ou não, é uma lei.



Nota de rodapé (nada da ver com o post): Curiosamente, quando pensamos que temos tudo organizadinho de maneira a que todas as pessoas possam ter acesso a informações, vejo-me surpreendida com o facto de algumas não conseguirem ver os seus links no meu Paraíso. É muito simples: no menu do lado direito, onde diz "Paraísos Interessantes", "Cantinhos no Céu" e "Cantinhos na Terra" são os menus de links. Basta clicar em cima de um deles e ver a lista :p

sábado, 4 de agosto de 2007

... o santo desconfia!

Olhei-me ao espelho pela milésima vez para me certificar que estava tudo no sítio. Ajeitei o cabelo, num trejeito habitual e decidi sair. Estava a entrar para o carro quando avistei aquela amiga que não via há séculos (e que haviam passado séculos por ela!). Dois dedos de conversa para aqui, gesticulações para acolá e em poucos minutos sabíamos a vida uma da outra.
Volto para o carro e rumo para o centro da cidade. Com o bom humor que estava, as coisas que, geralmente, são enfadonhas e triviais, tornaram-se num pretexto para sentir a agradável sensação de comprar algo para nós próprios. Ora então, entro na loja que faz o irritante Dlim-Dlim a anunciar um novo freguês e vejo uma simpática senhora, sorridente, a dirigir-se para mim.
- É o nosso cliente nº 5000! Parabéns, vai ter direito a uma peça grátis!
E eu, feliz da vida, a pensar que isto só acontecia em filmes!!! Lá fui escolher a peça com direito a embrulho e tudo! Quis pagar por uma questão de cortesia, mas não quiseram e não voltei a insistir!
Saio da loja, dou uns passos e eis que reparo num objecto brilhante no chão: 2 euros! Olho uns escassos metros à volta, a ver se alguém poderia ter deixado cair. Ninguém. Pego na moeda reluzente e meto ao bolso, satisfeita!
Decido ir lavar o carro. Estava cheio de pó das flores e eu gosto de tratar bem o meu Ferrari (risos). Chego ao local e preparo-me para tirar a moeda de 2 euros que tinha achado para colocar na máquina e reparo no letreiro: "Lave gratuitamente o seu carro e experimente a nova cera abrilhantadora!" Bem! Que poderia eu desejar mais? Volto a meter a moeda no bolso e começo a lavar o carro, cantarolando baixinho, qual musa lavadeira!
Já perto de casa, avisto o cafézito onde se registam os boletins para os chamados "jogos de azar". Ora, o dia estava a correr-me tão bem que decidi investir os 2 euros achados numa chave ao acaso.
Quando chegou a hora de ver os números da sorte (ou do azar), peguei no boletim e numa caneta e esperei atentamente.
- Olha! Tenho este... tenho este também! Oh meu Deus, já tenho um três! Ai... Quatro! CINCO!!!!! Quanto é que dá um 5???
E quando saiu o último número, houve uma paragem. Aquele instante em que temos a impressão que o universo pára, que nada se move, que estamos numa outra dimensão. Foi então que a minha mente acordou para a vida: hoje não é dia de euromilhões!
Abri os olhos, ensonada, com aquele torpor que o tempo quente proporciona e atirei a almofada para o lado.
- Logo via que isto só podia ser uma partida da mente! - Balbuciei entre dentes.

Quando a esmola é muita...

Não há dias assim! :p

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Inveja


É um sentimento viscoso, purulento e que cresce rapidamente em ambiente hostil. Primeiro começa com uma picada na barriga e depois passa a um calor opressivo no peito que comprime e contamina tudo até se deixar de pensar racionalmente. De um momento para o outro, passa-se a ser uma pessoa egocentrica, diminuindo os outros e favorecendo exageradamente o que é seu.
Nem sempre as posses materiais são a causa: às vezes basta um estalar de dedos sonoro ou quase perfeito para despertar a inveja, esse monstro das entranhas.
Pode ser chamada de ciúmes ou, vulgarmente conhecida, dor de cotovelo. Pode ser passageira ou fazer parte da pessoa (crónica).
Dizem que é verde, por uma série de histórias mitológicas e da literatura. Para mim é um sentimento camaleão, tal como a pessoa que possui dentro de si a inveja: nunca é aquilo que parece!

Como diria o Sábio das Terras Distantes:

- Cuidado. Por causa de um minuto de inveja, podes tornar-te áspero o resto da vida.