quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Religião



Crença. Fé. Força interior. Cada um chama-lhe o que quiser. E cada um sente-a de forma mais ou menos intensa.
Junto a uma igreja, ouvia as senhoras mais velhas a comentarem que a missa de hoje já não é como antigamente.
- Até os Padres estão mais modernos! Onde já viu mandar piadas a meio da homilia? - Questionava uma, indignada.
- E a semana passada até casou pessoas que não tinham o crisma e que nunca prestaram serviço à igreja!
- Os tempos são outros, comadres. Se tudo permanecesse igual, a igreja perderia mais gente do que a que tem vindo a perder. Os jovens hoje não se interessam por nada. Há que fazer alguma coisa para cativar.
Pude observar os olhares que as outras lançaram à amiga. Eram de espanto e censura.

Segui caminho, apressando o passo. Pensei realmente que a fé de cada um não passa por ir a igrejas. Nem a fazer comentários maldosos. Nem a comentar a vida dos outros. Passa por acreditar nalguma coisa que nunca estará ao alcance da compreensão do nosso vizinho do lado. Simplesmente porque é individual.

As religiões são como a política: distraiem e alteram as pessoas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Silêncio!

Gosto da quietude. Do silêncio (ou do quase-silêncio). Gosto de não ouvir mais nada a não ser os meus pensamentos. Gosto de fechar os olhos e de sentir vertigens do vazio que há em mim depois de um dia tremendo.
Gosto de estar sozinha. De olhar para um ponto qualquer e perceber que também eu sou um ponto qualquer do universo.
Não gosto que me interrompam. Não gosto que perturbem estes momentos. Não gosto que me chamem para ir fazer alguma coisa urgente.
Porque quando estou assim é quando preciso de estar realmente sozinha. Para encontrar alguma paz.