sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Descobertas

Houve fases em que me senti perdida a nível vocacional. Aquela certeza de que poderia escolher qualquer área de estudo que seria bem sucedida, impedia-me de pensar, com discernimento, sobre aquilo que gostava mesmo (ou não) de fazer.
Quando olho para trás, não consigo deixar de pensar que perdi três anos da minha vida num curso que não me deu muito além de desilusão, e mais dois anos posteriores a fazer coisas totalmente diferentes para descobrir, finalmente, do que gostava de experimentar e exercer enquanto profissão. Por outro lado sinto que, se não tivesse passado por tudo isto, a esta altura estaria desempregada ou a recorrer a centros de explicação para garantir um ordenado miserável, exercendo tudo menos a docência propriamente dita, como eu imaginava...
Ao fim destes quase três anos em Psicologia experimental, sinto-me renovada e esperançada em relação ao futuro. Conheço muitos psicólogos desempregados, conheço a realidade do país, mas continuo convicta de que vou conseguir fazer o que gosto. E fazer o que gosto passa pela psicologia forense, pela investigação, pelo contributo à ciência. Se não tivesse passado por tudo o que passei estes anos, não teria conhecido os profissionais fantásticos que conheço, nem teria tido a oportunidade de trabalhar num laboratório de psicologia. Quando penso nisto, não posso deixar de me sentir uma privilegiada.
Demorei a descobrir, mas descobri que uma das minhas vocações é compatível com a minha maneira de ser e estar na vida, com a minha ambição de absorver tudo o que diga respeito ao ser humano (e, meu deus, quanta coisa tenho vindo a aprender!) e com a felicidade de fazer aquilo que realmente gosto. Ainda tenho um longo caminho a percorrer até chegar obter a minha especialização. Mas depois disso, sinto que vou ter o mundo aberto para me receber...

Estarei a sonhar?

3 comentários :

Azoth disse...

Blavatsky diz o seguinte:

"chuva de manhã trará sol à tarde.Aquele que hoje chora pode rir amanhã."

brun0.m@rkez disse...

houvessem mais pessoas como tu...
tivesse eu a tua coragem...

boa sorte.*

Nilson Barcelli disse...

Não sonhas.
Eu acredito em ti.
Porque sei que és capaz de vencer os desafios a que te propões.
Podes pensar que não, mas eu conheço-te relativamente bem.
E não tenho muitas dúvidas, por isso, das tuas reais possiblidades, que são muitas.
Querida, tens o mundo à tua espera. Arregaça as mangas e avança.
Beijo.