segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De loucos

Há dias em que mais valia não levantar da cama. Parece que o universo resolveu tirar o dia para nos fazer a vida negra, seja qual for a decisão que tomemos.
Comecemos pela decisão de dormir. Queremos dormir, não é? Ainda é cedo, não há tarefas urgentes a fazer por isso podemos deleitar-nos mais uma boa meia hora na cama. Pois há alguém (geralmente vizinhos) que não são da mesma opinião que nós, e vamos lá fazer barulho como se não houvesse amanhã! Mando um berro surdo e penso em impropérios para alivar a tensão, como se isso fosse realmente um tónico refrescante.
Decido depois ir ver os horários de mestrado. E quando olho para ele afixado, dá-me uma tontura. Terei visto bem? Vão ser dias de levantar de madrugada, passar o dia na universidade até às oito da noite, comer e cama. Com um horário assim, nem há tempo para trabalhar! [Sim, há quem se regozije em não trabalhar... eu cá nem vou ter tempo!].
Seguiu-se o almoço. Sabem aquela sensação que temos antes de chegar a casa, que nos faz imaginar uma carninha suculenta ou um esparguete à bolonhesa e de repente aparece-vos peixe cozido? É de sentir o estômago cair ao chão e perder o apetite. O peixe é essencial à saúde, o peixe faz bem, o peixe tem zinco, o peixe é delicioso. Pois sim... se alguém me disser que o peixe cozido é delicioso, mando-lhe com um rolo da massa pela cabeça abaixo! Isto é o que dá quando não somos nós a cozinhar... temos de comer e calar, como diriam os meus predecessores.
Como se não bastasse saciar a fome com um peixinho brilhante e seco, eis que, por um acto transcendental, o copo me escorrega da mão e verte o ice tea todo em cima da minha t-shirt pink! Podia ser pior, não é? Podia molhar as calças, deixar cair o copo e parti-lo, sei lá...
Banho tomado, sento-me ao computador. Decido que não é um bom dia para voltar a sair de casa. Minutos mais tarde, dois envelopes olham fixamente para mim, tão fixamente que sinto o lado direito da face a ferver. Olho para eles e sinto uma pontada. Devias-nos deixar nos correios hoje. Não, respondo, hoje não é um bom dia. Como se não bastasse ter correspondência a falar para mim, sinto a lista de compras a pairar à frente dos meus olhos. Vocês podem esperar, hoje ainda me remedeio. Mas acham que adianta falar com coisas teimosas? Não, pura perda de tempo. Irritada, levanto-me da cadeira, pego na carteira e saio porta fora. Desço as escadas, entro no carro, ponho o carro a trabalhar, dou meia volta e olho para o assento do passageiro: vejo tudo, menos os envelopes! Toca a voltar atrás!
Finalmente, deixei-os nos correios (por um triz!), fui ao hipermercado (já que tinha saído, ia fazer tudo o que devia fazer) e resolvi gastar um euro e meio a lavar o carro com toda a pompa.
Cheguei a casa e começou a chover. Amanhã vai acordar com uma camada de pó dos pinheiros, fazendo toda a gente crer que já não é lavado há mais de uma semana!
Dia de loucos. Não saio mais hoje, nem que seja o Papa a falar comigo, telepaticamente!

sábado, 1 de agosto de 2009

Férias


Quando me ausento durante algum tempo, é porque ele escassa e acaba por não chegar para tudo. No entanto, não é a escassez de tempo a razão desta ausência. Desta vez, o motivo prende-se com as férias! Agora tenho tempo de sobra, mas para fazer coisas que habitualmente não faria, por isso o blog volta a ficar para segundo plano.
Já desisti de prometer que regresso com mais afinco e mais assiduidade. Os amigos da blogosfera já sabem que as minhas vontades são como o vento: brisas suaves que rapidamente se tornam em ventos fortes para depois voltarem a abrandar.
Volto conforme a disponibilidade e a vontade. Regresso quando sinto saudades daqui e de vocês.

Agora é tempo de aproveitar as férias, que passam num abrir e fechar de olhos. É tempo de comer gelados e guloseimas, de apanhar sol (onde tem ele andado?) e de fazer tudo o que apetece. Porque nesta altura não há restrições. Há que aproveitar e pronto :)

Se vocês estiverem de férias, que tenham umas excelentes!