quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A todos...


... Um Bom Natal! ;)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Histórias


Os trovões ecoavam. Os objectos estremeciam. O sono era adiado.
Foi então que ela se levantou de mansinho, e levou um livro na mão. Entrou no quarto e perguntou numa voz quase sumida:
- Contas-me uma história?
O brilho dos seus olhos não o permitiram negar. Chamou-a para cima da cama, acolheu-a no quentinho dos cobertores e disse-lhe:
- Qual é que queres ouvir hoje?
- Uma história de princesas.
Encostou-se ao peito dele e deixou-se ficar.
Ele não tinha chegado ao fim da primeira página e já ela tinha adormecido. O rosto era delicado e sereno.
No conforto do colo do pai, esqueceu-se dos trovões lá fora. Sem esperar muito, começou logo a sonhar com princesas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Variações

Depois do meu último post que foi algo agressivo, aqui estou de novo. Pronta a escrever algumas linhas com os meus recentes estados de humor. Como poderá ser constatado, sou uma pessoa deveras coerente.

1. Passei da raiva (que sentia no último post) à revolta.
2. Ultrapassei a revolta para dar lugar à serenidade idílica (férias).
3. Das férias, veio a ansiedade. E como a ansiedade nunca vem só, a impaciência e o desespero também a acompanharam (não, não há aqui sinónimos!).
4. Seguiu-se a exasperação (quando sentimos que as nossas expectativas são prontas a serem varridas para debaixo do tapete sem que possamos impedir).
5. Da exasperação veio o tédio, sempre acompanhado pela incerteza quanto ao futuro próximo.
6. Surgiu, de rompante, a esperança, capaz de me voltar a fazer acreditar e de me encher de sonhos tolos.
7. Finalmente, e é assim que me sinto hoje, veio a confiança e com ela a serenidade de um novo começo, já com alguns objectivos acertados.

Mas até quando?

[No meio destas experiências emocionais, muitas bolachas com chocolate.]

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Scream!


Às vezes só me apetece GRITAR!
Odeio-vos, gente mesquinha e incompetente. Ide para longe de mim!
Porque é que as pessoas conseguem ser tão irritantes e aborrecidas?
Ainda bem que há o oposto destas.

domingo, 13 de junho de 2010

A espera


A brisa entra sorrateira pela janela semi-aberta.
O corpo permanece inerte em cima da cama. De olhos fechados sente a brisa tocar-lhe, envolvendo-a ternamente.
Os olhos estão fechados, como se assim ajudasse a sentir melhor aquilo que a rodeia. Sentir-se melhor.
A respiração é profunda.
O coração bate. Sente-o pulsar dentro do peito, como um tambor agitado.
Deixa-se estar assim. No aqui e no agora. À espera que ele volte para junto de si, para voltarem a viver um novo "aqui e agora".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

La vie...

... en rose...
... ou talvez não!

Ou há-de ser oito ou oitenta.
Estou numa de extremos: calma ou stressada. Descontraída ou preocupada. Estável ou literalmente a dar o fanico!

Arritmias, irritações, pouca capacidade de discernimento.
Por outro lado: gargalhadas, tranquilidade, total segurança.

O dia tem 24 horas e eu consigo ter 24 mil estados de humor diferentes!!!

HELP!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Estará o nosso planeta a gritar-nos?

Em apenas dois meses, entraram notícias horrendas pelas nossas casas. Sismos, tempestades, tsunamis. Destruição total. Perdas inestimáveis.
Emociono-me só de pensar que, neste preciso momento, em que escrevo estas palavras desprovidas de magia, alguém não tem onde dormir [alguém não consegue sequer dormir]. Alguém perdeu quem amava. Alguém perdeu tudo o que alcançou com muito trabalho e dedicação. A perda, por si só, já é arrasadora. Imagino o quão destruidora é, quando lhe damos significado, quando por detrás dela se encontram inúmeros sacrifícios.

Tenho-me mantido em silêncio a ouvir outros dizerem que o inverno é assim mesmo, rigoroso. Não sei se é por ignorância que o dizem. A verdade é que fico, muitas vezes, a olhar para a televisão, completamente petrificada com as barbaridades que nos fazem ecoar nos ouvidos.

Sinto-me pequenina no meio de todos estes acontecimentos. Se o mundo acabasse amanhã, não sei o que faria para impedi-lo. Mas sei que para adiar esse fim, sou capaz de tudo. A começar por proteger o nosso planeta. Coisa que em pleno século XXI nem os nossos políticos o fazem. Esses preferem-nos na ignorância. Se não formos nós a pesquisar por nós próprios, não passamos de marionetas.
Depois de tanta tinta corrida, a única questão que coloco é: estaremos nós preparados para uma catástrofe?

A resposta é não.

Estará o nosso planeta a advertir-nos? A gritar-nos?