quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Evolução

Olá, fiéis companheiros :)

Escrevo-vos para partilhar convosco a boa-nova: consegui bolsa de doutoramento!
Mais tarde, partilho mais detalhes com vocês. Por agora, fica a novidade a pairar no ar como fogo de artifício num dia festivo!

Até já! *

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Inversão espacial


Pegou no portátil e na pasta de trabalho rumo a mais um dia de trabalho. A irritação que o trânsito lhe causa e o facto de o rádio lhe devolver músicas e discursos que só apelam a desgostos amorosos e a tristezas diárias, fizeram-na encostar o carro e respirar fundo. Uma vez. De há uns dias para cá sentia-se pressionada. Duas vezes. Tinha a impressão que todos esperavam demasiado dela. Três vezes. Sentia-se presa às obrigações, sem tempo para fazer o que queria. Quatro vezes. Os dias passavam a correr e as noites eram flashes de ideias que teimavam em não dar lugar ao sono. Cinco vezes. Precisava parar ou ainda ficava doente. Seis vezes. Calma, precisava de calma. Sete, oito, nove, dez vezes. Depois de explodir emocionalmente e de se acalmar, fez inversão de marcha e voltou para trás, de regresso a casa.
Trocou a roupa, fechou o escritório à chave para não ter um impetuoso peso na consciência, preparou uma bebida fresca e pegou num livro. Abriu a porta do jardim e contemplou-o como não o fazia há muito tempo. Colocou a sua rede de descanso e deitou-se. Ali ficou, embrenhada numa história de ficção, contemplada pelo silêncio e pela tranquilidade de, naquele dia, não ver ninguém e não aturar a agitação rotineira.
Ali ficou, como se não houvesse mais nada a fazer. Até o corpo e a mente dizerem que já estavam recuperados.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Paz...


O que vem depois da vida? Não sei.
O que vem antes da vida? Não sei.
O que existe entre vidas? Não sei.

A minha ignorância no assunto é a sabedoria de outros. Gostava de poder ter frases bonitas e de consolo quando uma pessoa, querida de alguém, parte. Gostava de poder ter uma fórmula mágica que minimizasse a dor da partida. Ou de conseguir ter uma crença tão inabalável como quando assistimos a cerimónias fúnebres diferentes, onde as pessoas cantam e dançam em memória dos que se transformaram, e não há dores agonizantes ou choros reprimidos.
A morte, passagem ou transformação - tenha ela o nome que tiver - é triste, para mim. É triste pela significação que lhe dou. Se tivesse crescido entre budistas, não teria esta concepção triste da morte.

A vida é um mistério insondável. Seremos pretensiosos se acharmos que conhecemos as respostas às questões que tantas vezes nos colocamos, nos momentos de reflexão e seriedade.

Paz de espírito a todos os que recentemente perderam alguém querido...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Parar é...

Há quem diga que parar é morrer. Eu prefiro pensar que, de vez em quanto, é obrigatório.
Acho que consegui, finalmente, voltar a tempo tempo para este blogue que tem andado solitário.
Obrigada aos amigos da blogosfera que se mantiveram fiéis e até me escreveram emails, alguns dos quais nem obtiveram resposta (shame on me). Espero que se encontrem todos bem!

Estou entusiasmada por regressar. Fez-me falta!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Bom Ano!


Que 2011 vos traga o melhor que a vida possa oferecer!