sábado, 28 de julho de 2012

Pausas



Tenho saudades. De escrever a sério. De deixar que as mãos escrevam à velocidade do pensamento. De me deixar levar pelas emoções e de transpor isso para o papel.
Durante muito tempo estive perdida, entre obrigações que me roubaram tempo e me afastaram daquilo que sempre quis fazer.
Se voltar à infância, recordo-me com exatidão das profissões que queria exercer num futuro que, na altura, estava tão distante. Passei por muitas profissões. Passei por muitas decisões. Mas há algo, algo que sempre me acompanhou e que me dá prazer: a escrita. E, nos entremeios, fui delegando esse prazer para segunda, terceiro, enésimo plano.
Hoje, sem porquês associados, apeteceu-me voltar a escrever. Apeteceu-me libertar o todo que está oprimido em mim, à espera de vez para se evadir, para se soltar. Não quero mais pausas.
Apetece-me ser livre. E na escrita, sou-o.

Esquecimento

Às vezes esqueço-me do tempo. Esqueço-me que a vida não pára, embora gostasse que, nalguns momentos, parasse. Esqueço-me das pequenas coisas que me fazem feliz.

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