sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Não acredites.


Não acredites nas pessoas que te tecem demasiados elogios. Não acredites nos silêncios inusitados. Não acredites que as pessoas são verdadeiras. Ninguém é verdadeiro. Ninguém se importa.
Não acredites naqueles que te escondem coisas. Não acredites naqueles que ignoram o que sentes. Não acredites quando te dizem "nada" quando perguntas algo. "Nada" é para os que fogem de alguma coisa. "Nada" é para os que enganam.
Não acredites em promessas. Não acredites em juras de amor. Não acredites uma única vez de que alguma coisa dura para sempre. Nada é para sempre. E ninguém dá valor.
Não acredites em ninguém, nem nos que amas, porque na primeira oportunidade vão provar-te que não importa quão próximos estão de ti - serão os primeiros a arrancarem-te o coração do peito.

Simplesmente, não acredites.

2 comentários :

Nilson Barcelli disse...

O realismo em excesso causa-nos sensações ou opiniões dessas. Mas não podemos cair nelas permanentemente, embora saibamos que todos (ou quase, na melhor das hipóteses) dizem mal de nós pelas costas e não são verdadeiros.
Mas já vi que tu és uma excepção. Eu também sou. Mas todos os outros se julgam uma excepção...
Laura, não te arranco o coração do peito, mas deixo-te um beijo.

Laura disse...

O realismo, por vezes, é atroz. Faz-nos sentir as emoções de uma forma dolorosa. Não admira que muitos se refugiem na imaginação. Pelo menos "lá", tudo pode ser seguro...
Beijinhos.