sábado, 15 de dezembro de 2012

Cordas


Tenho cordas invisíveis a aprisionarem-me. Umas vezes dá-me a ilusão de estarem a desprenderem-se e quando tento soltar-me, elas comprimem-se, como que a lembrarem-me que ainda estão ali. Por tempo indeterminado.Tenho cordas invisíveis a apertarem-me. Sinto-as nas noites frias. Sinto-as quando o coração está em desassossego. Sinto-as quando sinto que algo está errado, que algo está a ir na direção errada, a caminho do incerto.

Tenho cordas invisíveis a sufocarem-me. Quando os pensamentos soltos se unem para dar forma aos piores pesadelos. Ao impensável. Ao repugnável. Ao doloroso. Quando a mente se torna na pior forma de tortura. Na dúvida. Na sombra. Na névoa.

Quero livrar-me delas. Destas cordas invisíveis que me magoam. Quero um elixir mágico que me cure as feridas e atenue as cicatrizes. Quero que estas cordas que me aprisionam a mente se vão embora. Que o tempo as enfraqueça. Que se desfaçam e não mais me perturbem.

1 comentário :

Nilson Barcelli disse...

Oxalá te libertes dessas cordas que te aprisionam.
Gostei do texto, escreves sempre bem, aliás.
Laura, querida amiga, desejo que tenhas um Natal muito Feliz, extensivo aos que te são mais queridos.
Beijo.